Triglicerídeos alto – Sintomas, é perigoso? O que comer e como baixar

O triglicerídeo alto é identificado quanto o exame de sangue mostra que ele está acima de 150 ml/dL em jejum. Os valores de referência que indicam a normalidade ficam abaixo de 150 mg/dL, mas não devem ser menores do que 35 mg/dL.

Os principais sintomas de que os seus triglicerídeos estão altos são o acúmulo de gordura na barriga e a formação de bolsas pálidas no corpo (xantelasma), sobretudo abaixo dos olhos, cotovelos e dedos.

Quem for diagnosticado com o problema precisa partir para uma mudança na rotina de vida a fim de baixar os triglicerídeos naturalmente.

triglicerideos alto

Como baixar os triglicerídeos naturalmente

Antes de uma medicação específica, é padrão entre os médicos a tentativa de diminuição das taxas pela mudança de hábitos, principalmente na inclusão de um cardápio mais rico em nutrientes e saudável.

De modo geral, quem é diagnosticado com triglicerídeos alto não escapa de uma mudança de rotina. Afinal, as principais recomendações para quem tem o problema são os exercícios e dieta.  Veja abaixo o passo a passo do que você deve fazer:

1 – Dieta para triglicerídeos alto

A dieta para triglicerídeos alto é a principal forma de resolver o problema. A principal coisa a fazer é retirar o óleo de cozinha das suas refeições: nada de frituras e alimentos gordurosos. Prefira assados e refogados.

Saiba que você não conseguirá retirar completamente o triglicerídeo da sua dieta, pois segundo pesquisas, esse tipo de gordura está presente em pouco mais de 90% dos alimentos que ingerimos. A porcentagem é completamente diferente do caso do colesterol, que está presente em somente 10% das comidas.

Sendo assim, o melhor a fazer é substituir alguns alimento por versões mais saudáveis. Veja só:

Diminui a ingestão de carboidratos simples

Os carboidratos simples têm a gordura sintetizada no fígado e, por conta disso, acabam sendo o primeiro tipo de alimento a ser cortado quando o assunto é triglicerídeos alto.

Diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas 

As bebidas alcoólicas são calóricas e contribuem para o aumento da porcentagem de gordura no sangue. Em uma lata de cerveja, por exemplo, há 174 calorias – não é a toa que é chamada de “pão líquido”.

Troque o açúcar refinado pelas frutas

O açúcar é outra coisa que precisa ser diminuída drasticamente para que os triglicerídeos baixem. A substituição do mesmo deve ser feita por mel e frutas, as quais também possuem açúcar, contudo, numa versão menos gordurosa: a frutose e sacarose.

O que comer:

O que não comer:

  • Alimentos açucarados;
  • Alimentos ricos em carboidratos;
  • Alimentos gordurosos;
  • Alimentos processados e industrializados.

Está autorizada somente as embalagens que não tenham algum dos seguintes componentes na lista de ingredientes:

  • Sacarose
  • Glicose
  • Frutose
  • Xarope de milho
  • Maltose
  • Melaço

2 – Praticar exercícios duas vezes na semana

Fazer exercício também ajuda na normalização dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Por conta da aceleração do metabolismo e queima calórica a atividade física força o corpo a usar as reservas de energia e garante melhor circulação do sangue, minimizando possíveis riscos cardíacos.

A mudança de hábitos para garantia de triglicerídeos baixos não é somente uma boa recomendação para prevenir o corpo contra doenças cardíacas, mas uma solução geral para aumentar da qualidade de vida e saúde como um todo.

3 – Ficar longe do cigarro

Quem tem triglicerídeos alto já possui um risco cardíaco, afinal, as artérias e veias ficam suscetíveis ao acúmulo de gordura e, por conta disso, podem provocar infarto e/ou aterosclerose.

O tabagismo aumenta ainda mais esse risco cardíaco, bem como o desenvolvimento da diabetes. Já que é comprovado que o cigarro pode provocar resistência à insulina.

Veja, abaixo, um plano de dieta semanal para controlar os valores de triglicerídeos no seu organismo:

dieta para triglicerídeos alto

Remédios para baixar triglicerídeos

Os remédios para baixar os triglicerídeos são os mesmos dos indicados para o colesterol e devem ser tomados somente em último caso. É o caso, por exemplo, de quem já tem histórico genérico de doenças cardiovasculares ou já apresenta algum risco cardíaco.

Em casos de alto risco pode ser utilizado termogênicos naturais ou sibutramina. Mesmo com o uso de medicação específica ainda não é excluída a necessidade de mudança de hábitos alimentares e físicos como parte do tratamento.

Além disso, quem possui triglicerídeos alto têm tendência a possuir níveis de colesterol alto (outro tipo de reserva de gordura do corpo). O excesso destas substâncias no corpo representa aumento da vulnerabilidade cardíaca, podendo desenvolver aterosclerose, obesidade, pancreatite e diabetes.

Valores de referência

Os valores de referência para pessoas adultas de 20 anos são classificados da seguinte maneira

  • Normal – abaixo de 150 md/dL;
  • Moderado – Entre 150 a 199 mg/dL;
  • Alto – Entre 200 e 499 mg/dL;
  • Muito alto (de risco) – Maior ou igual a 500 mg/dL.

A verificação deve ser feita normalmente por meio de um hemograma completo de rotina. Para realização do exame deve-se ter feito um jejum de 12 horas. Para saber qual é o seu nível basta solicitar um exame de perfil lipídico.

O triglicerídeos baixo também pode ser um sinal de alerta. A condição é sintoma para problemas hormonais, alteração da tireoide, desnutrição, má absorção de nutrientes ou gasto energético exagerado (ocasionado por doenças, câncer ou inflamações).

Ter triglicerídeos alto é perigoso? Consequências

Ter triglicerídeos alto é uma das formas de conferir como está a vulnerabilidade cardíaca do paciente. Ficar com excesso de gordura na corrente sanguínea é perigoso porque pode dificultar a transição do sangue (aterosclerose) e causar problemas cardíacos.

Outras doenças de caráter fatal ou que deixam sequelas são:

  • Acidente vascular cerebral;
  • Ataque cardíaco;
  • Aterosclerose;
  • pancreatite;
  • Esteatose hepática;
  • Isquemia cerebral.

Os níveis de triglicerídeos altos não caracterizam por si só uma doença, mas sim um sinal de alerta para o organismo que está mais propício ao desenvolvimento de doenças bem como a perda de qualidade de vida. Afinal, quem tem acúmulo de gordura nas veias pode sentir-se mais cansado, baixa autoestima por conta do sobrepeso e até desenvolver depressão.

Causas do triglicerídeos alto 

As principais causas do triglicerídeos alto são a alimentação inadequada e hábitos de vida não saudáveis como sedentarismo e o sobrepeso. Além das próprias escolhas do indivíduo terem relação direta com a situação de gorduras acumuladas no corpo ela possui alguns fatores de risco. São eles:

  • Durante a gravidez;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Quem tem insuficiência renal crônica;
  • Obesidade;
  • Diabetes Mellitus;
  • Hipotiroidismo;
  • Quem faz uso frequente de corticoides;
  • Quem faz uso de betabloqueadores;
  • Quem faz uso de diuréticos artificiais;
  • Como efeito colateral de ciclosporina;
  • Como efeito colateral de isotretinoína e antirretrovirais;
  • Raros os casos de quem usa anticoncepcional.

A alimentação rica em carboidratos e gordura associada ao sedentarismo entra como um fator extra e muito comum para o desenvolvimento destas alterações no exame de sangue. A condição pode ser tratada com mudanças no estilo de vida, dietas ou remédios específicos.

Para que serve o triglicerídeo?

Os triglicérides ou triglicerídeos é o nome do acúmulo de gordura no sangue, uma pratica natural do corpo que tem a intenção de armazenar energia para proteger o corpo caso a pessoa fique doente ou caso os níveis de colesterol esteja muito baixo.

O colesterol, por sua vez, é divido em duas categorias: o de alta densidade e o de baixa densidade. O primeiro serve para lubrificar as veias, já o outro como reserva energética. Logo se vê que as gorduras não são um vilão para a saúde, somente precisam respeitar seus valores limite.


Referências utilizadas neste conteúdo:

PIMENTAL, Sabrina et. al. Determinação da diferença entre o valor real e o teórico do triglicerídeo enc 42 para detecção de adulteração em azeites de oliva comercializados no Brasil. Química Nova, v. 31, 2008. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/qn/v31n1/a06v31n1>

SCHIAVO, Marli et. al. Influência da dieta na concentração sérica de triglicerídeos, 2003. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/%0D/jbpml/v39n4/18540.pdf>


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