Vacina para Sarampo: saiba quem pode ou não tomar a injeção

O aumento de casos recentes de sarampo, no Brasil, acendeu o alerta do governo brasileiro, que reforçou a campanha para a vacinação contra o sarampo, mas deixou algumas dúvidas em pais e mães. Nesse artigo, vamos trazer algumas informações relativas à vacina, em que idade se deve tomá-la e para quem é indicada.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que existem dois tipos de vacina contra o sarampo e que ambos estão ligados ao combate de outras doenças: a tríplice viral (SCR) – que protege a pessoa do sarampo, da caxumba e da rubéola – e a tetra viral (SCRV) – que atua contra essas três doenças, anteriormente mencionadas, além da catapora ou varicela.

Vale dizer que as duas vacinas são consideradas igualmente eficazes contra o sarampo e garantem uma proteção próxima de 98%. Elas estão disponíveis na rede pública de saúde (SUS), bastando ir até uma unidade mais próxima, acompanhado do cartão de vacinação.

É importante lembrar que a vacina contra o sarampo atua na prevenção e não no tratamento do sarampo. A duração da injeção vai depender da quantidade tomada na infância, mas trata-se de elemento eficaz na prevenção da doença.

A prevenção funciona da seguinte forma: uma injeção coloca um vírus enfraquecido do sarampo no organismo. A vacina estimula o sistema imunológico da pessoa, induzindo a formação de anticorpos contra o sarampo. Dessa forma, caso o indivíduo seja exposto ao vírus, ele ficará totalmente protegido.

Qual a idade indicada para tomar a vacina contra o sarampo

sarampo

A primeira dose dessa vacina deve ser ministrada ao bebê com um ano de idade. Posteriormente, é necessário aplicar um reforço da vacina, que pode ser dado a partir dos 15 meses até os cinco anos de idade – período mais ideal para essa injeção.

As mães preocupadas com seus bebês recém-nascidos podem ficar tranquilas: eles nascem com anticorpos das mães que os protegem contra o sarampo. Em casos especiais, a partir da orientação do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, os bebês acima de seis meses poderão receber a vacina.

No caso de crianças, adolescentes e adultos até 29 anos, todos devem receber as duas doses. Para isso, é imprescindível manter a carteirinha atualizada! Caso a pessoa não saiba se tomou ou não, é recomendado que sejam aplicadas as duas doses, com intervalo de, ao menos, um mês entre ambas. Porém, quem tomou as duas doses quando pequeno, não tem a necessidade de voltar a receber a injeção.

Já os adultos na faixa de 30 a 50 anos, que não lembram se tiveram sarampo ou se receberam a vacina quando pequenos, devem tomar a injeção, mas apenas uma dose. Pessoas acima dos 50 anos não precisam tomar a vacina, pois acredita-se que elas já estejam imunes ao vírus.

Quem não pode receber a vacina contra o sarampo

Respeitando a questão da idade mencionada acima, a vacina contra o sarampo pode ser tomada por praticamente todas as pessoas. Ela é contraindicada apenas em poucos casos, sendo um deles quando a pessoa apresenta hipersensibilidade sistêmica à substância neomicina ou a qualquer outro componente da fórmula.

Indivíduos com o sistema imunológico debilitado também não deverão receber a injeção. Isso inclui pacientes com imunodeficiências primárias ou secundárias. Quem está com febre ou com um quadro infeccioso agudo deve esperar a melhora da saúde para, então, receber a vacina.

A prevenção contra o sarampo também é contraindicada às gestantes e às mulheres que pretendem engravidar, isso porque a medicina aconselha que não se engravide nos três meses após o recebimento da vacina.

Efeitos colaterais da vacina contra o sarampo

vacina para sarampo

Em geral, essa vacina não provoca muitos problemas a quem a toma. No máximo, a região pode ficar dolorida e vermelha por algum tempo. Em até 14 dias, também, pode aparecer um quadro de febre, mal-estar e pintinhas vermelhas pelo corpo. Porém, os médicos explicam que esse é um quadro benigno e que rapidamente a pessoa melhorará.

Contudo, em algumas situações mais graves e raras, após a aplicação da vacina, podem surgir sintomas como: irritabilidade, inchaço no local, febre, indisposição, lentidão, cansaço, insônia, infecção do trato respiratório superior, inchaço das ínguas, inchaço da glândula parótida, perda de apetite, choro, nervosismo, rinite, diarreia e vômito.


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