Tipos de açúcares para diabéticos – Principais cuidados

Você possui diabetes ou conhece alguém que tenha a doença e não sabe se é possível consumir açúcar? Confira as dicas da especialista, aqui no QVB!

Para quem tem diabetes, o ideal é evitar todos os tipos de açúcares, pois todos têm a capacidade de elevar a glicemia rapidamente, que é exatamente o contrário do que os diabéticos necessitam, ou seja, baixar os níveis de açúcar no sangue26

A diabetes é popularmente conhecida como um aumento de açúcar no sangue, seja porque a insulina “não funciona” ou pela falta dessa. Por isso, o principal tratamento para a doença é restringir o consumo de açúcar, a fim de que o alimento não aumente ainda mais o seu nível no sangue – afinal, essa condição pode trazer sérios problemas à saúde.

Na teoria, isso pode parecer fácil, pois basta excluir apenas um tipo de alimento (o açúcar) para controlar o problema. Mas, na prática, sabemos que é bastante complicado ficar longe dos doces e dos carboidratos simples, visto que eles também fazem a glicemia subir.

Então, o que os diabéticos devem fazer? Ficar sem comer açúcar para sempre? É o que veremos no texto de hoje. Confira as informações completas, só aqui no Quero Viver Bem!

Açúcares para diabéticos2

 

Diabéticos podem consumir açúcar?

Você já deve ter ouvido falar que açúcar mascavo e demerara são boas opções, pois são menos refinados e contêm mais nutrientes que o branco, certo? Porém, para quem tem a doença, isso não faz muita diferença, visto que a quantidade de glicose é a mesma.

Isso também vale para mel, frutose, açúcar cristal ou qualquer tipo de açúcar. O açúcar de coco, apesar de ter baixo índice glicêmico, graças à presença de uma fibra chamada inulina, também é rico em frutose.

Para o Ministério da Saúde, alimentos que contêm sacarose (açúcar comum) devem ser evitados, para prevenir oscilações acentuadas da glicemia. Quando consumidos, o limite é de 20g por dia de açúcar e substituindo outro carboidrato, para evitar o aumento calórico. A recomendação não é encorajá-los a comer doces, mas auxiliá-los a, quando consumirem esses alimentos, fazê-lo de modo que não seja prejudicial.

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E os adoçantes?

Apesar de não serem essenciais, os adoçantes podem tornar o convívio social e a flexibilidade do plano alimentar mais fácil, já que adoçam sem causar alterações glicêmicas.

Contudo, também devem ser usados com moderação, principalmente os artificiais, uma vez que, por conterem diversos aditivos químicos, a longo prazo, podem causar outros problemas de saúde.

A diminuição do consumo de açúcares não deve ser sinônimo de um aumento expressivo dos adoçantes! A preferência por alimentos in natura e minimamente processados e a moderação no consumo de alimentos processados e ultraprocessados devem ser prioridades para toda a população, com ou sem diabetes.

Os adoçantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no Brasil, são sorbitol, manitol, isomaltitol, maltitol, sacarina, ciclamato, aspartame, stévia, acessulfame-K, sucralose, neotame, taumatina, lactitol, xilitol e eritritol.

Também, tome cuidado com os produtos light/diet. “Light” significa que tem menos açúcar ou gordura e o “diet” não possui gordura ou açúcar. Portanto, fique de olho no rótulo, pois, muitas vezes, um alimento diet não tem gordura, mas pode ter açúcar e vice-versa.

Controlar a glicemia não é um “bicho de sete cabeças”. Utilizando os alimentos corretos, nas quantidades adequadas e, quando necessário, fazendo uso de insulina, a diabetes pode ser controlada sem dificuldade. Procure médicos e nutricionistas para maiores orientações.

[CONFIRA TAMBÉM: QUAL NÍVEL DE GLICOSE CONSIDERA DIABETES?]

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Como deve ser a alimentação de diabéticos?

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) afirma que as medidas não farmacológicas para o tratamento da diabetes incluem modificações na dieta e inclusão de atividade física, constituindo, portanto, mudanças no estilo de vida. Além disso, pacientes diabéticos com sobrepeso devem reduzir cerca de 7% do peso, em 6 meses.

Ainda segundo a SBD, a dieta de um diabético deve ser saudável e equilibrada, evitando açúcares simples e reduzindo a ingestão de carboidratos e gorduras saturadas, com aumento da quantidade de fibras.

Embora diversos estudos tenham tentado identificar a melhor combinação de nutrientes para indivíduos com diabetes, não há uma proporção ideal de macro e micronutrientes, devendo, portanto, serem prescritos de forma individualizada. Contudo, é recomendado a esses pacientes evitar ao máximo o consumo de açúcar ou não ultrapassar 5% do total de calorias diárias.

Além dos açúcares, os carboidratos simples também devem ser evitados por diabéticos, já que essa classe de alimento influencia diretamente na glicemia. Vários estudos indicaram melhora do controle glicêmico e da sensibilidade à insulina ao comparar dietas com baixa e alta concentração de carboidratos, reforçando que dietas com baixo teor desse nutriente podem ser benéficas.

Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda concentrações inferiores a 100g/dia, por ser uma importante fonte de substrato energético cerebral. Logo, os diabéticos devem escolher carboidratos de baixo índice glicêmico (carboidratos complexos), ou seja, que não causam picos de insulina.

Fazendo um breve resumo a respeito da ingestão de carboidratos para diabéticos, a recomendação é:

  • Evitar açúcares (refinado, mascavo, demerara, mel, frutose, doces em geral);
  • Diminuir o consumo de carboidratos simples (pão e arroz branco, massas e outros alimentos a base de farinha refinada);
  • Preferir carboidratos complexos (pão e arroz integral, aveia, batata, mandioca, milho, frutas).

As fibras também afetam a glicemia, mas positivamente. Enquanto as solúveis diminuem a absorção de glicose, apresentando efeitos benéficos na glicemia e no metabolismo dos lipídios, as insolúveis contribuem para a saciedade e para o controle de peso. Por isso, aumentar o consumo de fibras também é uma estratégia importante no controle e na prevenção da diabetes.

Gostou? Então, confira, também, Diabetes e má alimentação – Riscos, Dicas do que comer e do que evitar!

Resumo Completo no Youtube


Este texto foi revisado pelo Profissional: Thais Karpowiski (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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