Teste do Pezinho – O que é, Quando Fazer e Doenças Detectadas Pelo Teste

O nascimento de uma criança envolve muitas responsabilidades por parte dos pais, afinal, essa nova e pequena vida depende exclusivamente deles para que o seu desenvolvimento aconteça de forma plena – garantindo, é claro, que sua saúde seja preservada o máximo possível.

Dentro das várias obrigações que os pais possuem, uma de fundamental importância se chama Triagem Neonatal ou Rastreio Neonatal, esse exame é popularmente chamado de Teste do Pezinho.

Você já ouviu falar sobre ele? Descubra o que é, quando deve ser feito, o que detecta e o que fazer quando ocorrerem alterações!

O que é o Teste do Pezinho?

teste do pezinho

Com uma data comemorativa para chamar de sua – mais especificamente o dia 06 de junho –, instituída pelo Ministério da Saúde, o Teste do Pezinho foi trazido ao Brasil pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), no ano de 1976. Desde 1992, o teste do pezinho é obrigatório e gratuito no país inteiro.

É possível definir o teste do pezinho como um exame de diagnóstico precoce, essencial para a saúde da criança, pois detecta a presença de doenças congênitas assintomáticas no período neonatal e garante o início imediato de um tratamento adequado, a fim de que se previnam possíveis sequelas que podem ser instaladas no organismo.

Para que isso aconteça, o procedimento deve ser realizado em um período bastante específico e da forma apropriada. O teste do pezinho é bem simples de ser realizado: basta retirar uma amostra de sangue do calcanhar do bebê e enviar para a análise. A coleta acontece justamente na região do calcanhar, por conta do alto fluxo sanguíneo que ali existe – o sangue deve ser depositado em um papel de tipo mata-borrão e encaminhado ao laboratório.

O resultado do teste do pezinho pode demorar 30 dias, entretanto você poderá recebe-lo em uma semana. Dependendo, o próprio hospital realiza o teste – por isso, tenha certeza de que ele foi feito, ok? Caso não, procure uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência e faça o quanto antes.

Quando fazer o Teste do Pezinho?

O teste do pezinho deve ser feito o mais rápido possível, pois, com o diagnóstico em mãos, você pode garantir um tratamento imediato, caso seu bebê tenha alguma doença.

Como dito anteriormente, o teste do pezinho tem período muito específico para ser realizado: deve ser feito após as primeiras 48 horas de vida do bebê e até, no máximo, o quinto dia após o nascimento.

Esse período de dois dias antes do exame é fundamental para que o funcionamento do organismo do bebê consiga se estabelecer e para que seja possível detectar as doenças que serão analisadas. No caso, uma delas é justamente diagnosticada após o bebê fazer a digestão do leite materno ou da fórmula infantil.

No caso de bebês prematuros – aqueles que nasceram antes das 37ª semanas de gestação –, o teste do pezinho pode ser realizado, porém eles devem fazer mais de uma coleta, com 120 dias de vida. Se ela recebeu transfusão de sangue, o teste do pezinho deve ser feito 120 dias após a data da última transfusão.

Vale deixar claro que o teste do pezinho não dói. Aliás, muitas mães já se colocam no lugar do bebê que, com poucos dias de vida, tem que passar por um incômodo. Esse procedimento é um método de prevenção necessário. Então, a picada para o exame vale totalmente a pena!

Doenças detectadas pelo Teste do Pezinho

O teste do pezinho básico – aquele que é gratuito em todo o território nacional – pode identificar seis enfermidades. Saiba quais são:

Fenilcetonúria

Doença que é causada pela ausência ou redução da atividade de uma enzima que quebra a fenilalanina em tirosina. Por não conseguir agir corretamente, a fenilalanina se acumula no organismo, em especial no cérebro, gerando deficiência mental.

Sendo assim, o teste do pezinho visa diagnosticar e tratar precocemente, para que se evite totalmente o retardo mental.

Hipotireoidismo congênito

Doença que é causada pela ausência ou redução da produção do hormônio da tireoide. Por ser importante para o amadurecimento e funcionamento de vários órgãos, principalmente o sistema nervoso central, a falta desse hormônio pode provocar retardo neuropsicomotor, além de lesões neurológicas irreversíveis e outras mudanças corporais.

O exame tem a mesma finalidade comentada antes: prevenir o retardo mental.

Doença falciforme

É uma doença mais comum na população negra, sendo transmitida pelos pais. É causada pela alteração na estrutura da molécula de hemoglobina, comprometendo o transporte de oxigênio e provocando o aparecimento de dores e inchaços nas juntas, “amarelão”, infecções e anemia.

Quando diagnosticada de forma precoce pelo teste do pezinho, a criança pode ter uma vida normal, desde que siga com acompanhamento médico.

Fibrose cística

É uma desordem genética crônica, que se caracteriza pelas infecções das vias aéreas que afetarão, em especial, pulmões e pâncreas, em um processo obstrutivo, ocasionado pelo aumento da viscosidade do muco.

Essa doença tem uma morbimortalidade bem elevada.

Hiperplasia adrenal congênita

Doença que se caracteriza pelas diferentes deficiências enzimáticas na síntese dos esteroides adrenais, afetando o funcionamento das glândulas adrenais e influenciando no desenvolvimento sexual, tanto de meninos quanto de meninas. Além disso, também pode provocar a perda de sal.

O diagnóstico precoce, assim como o tratamento, pode melhorar o padrão de crescimento. Em grande parte dos casos, tudo se normaliza.

Deficiência de biotinidase

Doença que impede o aproveitamento da vitamina biotina pelo organismo. Isso interfere no desenvolvimento intelectual da criança, manifestando-se a partir da sétima semana de vida, por meio de distúrbios neurológicos e cutâneos, como crises epilépticas, microcefalia, alopecia, etc.

O tratamento para esse problema é medicamentoso.

Alteração no resultado do Teste do Pezinho: o que fazer?

pezinho teste

Em caso de alterações no teste do pezinho, você irá ser chamado(a) para que seja feita uma nova coleta de sangue da criança, a fim de obter a confirmação do diagnóstico.

Até mesmo o resultado positivo pode sofrer a influência de alguns fatores, como a alimentação do bebê, a transfusão de sangue ou o uso de medicamentos (como antibióticos e anticonvulsivantes).

O novo exame pode realmente mostrar a existência de uma doença ou mesmo ser um falso positivo, o que geralmente é bastante comum.

Infelizmente, muitos pais não comparecem com o bebê para realizar a nova coleta. Com o intuito de não comprometer o futuro e a saúde da criança, é necessário que o diagnóstico seja feito, exigindo, posteriormente, um tratamento imediato.


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