O que é a TDPM: como Lidar? Como tratar?

Da TPM você já ouviu falar, mas já ouviu falar da TDPM? Veja aqui as diferenças, sintomas, como é feito o tratamento e cuidados necessários.

A tensão pré-menstrual é muito comum, na maioria das mulheres, e acontece devido ao descontrole hormonal, relacionado à menstruação. Há quem acredite que esse problema é “frescura”, mas a TPM atrapalha consideravelmente a vida das pessoas — das mulheres e de quem convive com elas. No entanto, há um quadro muito pior, o TDPM, conhecido como transtorno disfórico pré-menstrual.

O TDPM é uma TPM em seu pior estado, podendo levar, até mesmo, à autolesão. Os sintomas são mais intensificados, semelhantes aos da depressão. A qualidade de vida das mulheres com esse transtorno acaba afetando muito mais em sua vida pessoal e até profissional, já que o TDPM altera o humor consideravelmente.

Entenda mais sobre o problema e veja como tratá-lo:

O que é TDPM

O que é a TDPM: como Lidar? Como tratar?

A TPM, considerada normal, atinge cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas são mais variados, sendo uma lista com 130 no total! Os mais comuns são:

  • Irritabilidade;
  • Tristeza;
  • Cansaço;
  • Sensação de inchaço na região abdominal;
  • Dor nos seios e no abdômen;
  • Dores de cabeça;
  • Variações de humor.

Esses são sintomas facilmente combatidos, com algumas mudanças de hábitos, como melhorar a qualidade do sono, praticar exercícios e alimentar-se de modo balanceado.

O TDPM é uma variação da TPM original, muito mais severa. As alterações de humor, por exemplo, acontecem de uma forma mais perturbadora, chegando a ser violenta. Para alívio, essa é uma condição que atinge menos mulheres, cerca de 5%, em fase reprodutiva.

Os sintomas da disforia (TDPM) incluem raiva intensa, mau humor agressivo e enxaquecas graves. Aqui, os sintomas já conhecidos são “turbinados”, podendo levar à autolesão.

Como é feito o diagnóstico?

A variação hormonal é normal, por esse motivo, em alguns casos, os sintomas de uma TPM podem variar de um mês para a outro. Cada mulher sofre de uma forma com sintomas específicos, sendo que, algumas vezes, eles apresentam-se mais intensos que no mês anterior.

O diagnóstico da TDPM precisa ser feito com cuidado, pois, caso durem muito mais tempo que uma TPM leve ou ainda raramente, pode significar um quadro psíquico, que não está relacionado à menstruação.

Considera-se TDPM quadros em que os sintomas intensos aconteçam por três ou mais meses seguidos. Não existe uma causa comprovada pera que eles apareçam, mas percebe-se que mulheres que possuem casos na família têm mais tendência a sofrer desse transtorno. Outro grupo de risco são mulheres com histórico de depressão familiar.

A TPM e a TDPM acontecem devido aos níveis hormonais alterados, bem como os baixos níveis de serotonina. Doenças como a bulimia e a própria depressão também diminuem a serotonina no organismo, intensificando os sintomas da TPM.

Tratamento para TDPM

O que é a TDPM: como Lidar? Como tratar?

Para amenizar os sintomas, tanto da TPM como da TDPM, é preciso aumentar os níveis de serotonina no organismo, que ajudam a melhorar o humor. Há várias formas de conseguir isso, como a prática de atividades físicas ou mesmo aquele pedaço de chocolate.

No entanto, o ideal é manter uma alimentação equilibrada, capaz de estimular o metabolismo. Prefira os alimentos que possuem a vitamina B6 e o triptofano como:

Durante os dias mais intensos (de 2 a 10 antes da menstruação) evite ingerir grandes quantidades de açúcar e carboidratos simples. Os alimentos industrializados também interferem e intensificam os sintomas, ao invés de ajudar.

Geralmente, essas alternativas ajudam a amenizar os sintomas. Mas, nos casos do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, pode ser necessário o uso de medicamentos à base de Fluoxetina. Esse medicamento não combate o problema, mas ameniza os sintomas, nos casos mais severos. Eles ajudam a aumentar os níveis de serotonina, contribuindo para o funcionamento do cérebro.

No entanto, para fazer uso desse medicamento, é preciso que ele seja recomendado por um médico. Assim, o ginecologista poderá adequar a dose correta e acompanhar o tratamento por inteiro. Os medicamentos à base de fluoxetina são os mais utilizados, mas isso não significa que seja um tratamento oficial para o problema.

Inclusive, alguns médicos podem utilizar outros medicamentos, além de ajudarem a elaborar um cardápio rico em vitaminas do complexo B e triptofano.

Se você sente os sintomas da TPM intensificados, ou conhece alguém que tenha, procure um ginecologista, a fim de diagnosticar a possibilidade de TDPM.


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