Sintomas de diabetes – Causas, Diagnóstico e Tratamento

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da  Saúde, em parceria com o IBGE, mais de 13 milhões de pessoas têm diabetes no Brasil.  Os primeiros sintomas da doença podem ser detectados pelo próprio paciente, que são: visão turva, micção frequente, cansaço e aumento do apetite. Entretanto, em alguns pacientes, o problema é assintomático.

Na medicina endócrina, a diabetes tipo 2 é a doença mais comum entre obesos, idosos e aqueles que não possuem um estilo de vida saudável. Além disso, existem a pré-diabetes e o diabetes tipo 1, que também é motivo de preocupação entre os especialistas.

É importante ficar atento aos sintomas e procurar ajuda médica para controlar a doença, a fim de ela não trazer maiores complicações.

Quais são os sintomas de diabetes?

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A diabetes tipo 1, geralmente, aparece na infância e na adolescência, enquanto que a tipo 2 está diretamente ligada ao excesso de peso e à má alimentação, podendo surgir, sobretudo, após os 35 anos de idade.

Na diabetes tipo 1, a pessoa não possui insulina suficiente para metabolizar o açúcar no organismo, enquanto que a de tipo 2 é considerada uma doença crônica, que interfere na forma como o corpo metaboliza a glicose.

Portanto, os sintomas podem se diferenciar em ambos os casos:

Diabetes tipo 1

  • Sede excessiva;
  • Sonolência sem explicação;
  • Vontade de urinar exagerada;
  • Infecções frequentes (urinária, candidíase);
  • Coceiras no corpo;
  • Alterações no humor;
  • Fadiga.

Diabetes

Diabetes tipo 2:

  • Formigamento nos pés e nas mãos;
  • Boca seca;
  • Aumento da sede;
  • Visão embaçada;
  • Cansaço;
  • Lenta cicatrização das feridas;
  • Vontade de urinar com frequência;
  • Infecções frequentes (urinária, candidíase).

É fundamental que o paciente busque orientação de um endocrinologista caso senta os sintomas citados acima.

[VEJA TAMBÉM: QUAL NÍVEL DE GLICOSE É CONSIDERADO DIABETES?]

Causas da diabetes

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Em síntese, a diabetes é uma doença caracterizada por duas vertentes. Uma é a deficiência de produção de insulina, e a outra é a deficiência na ação da insulina.

Na diabetes tipo 1, ocorre a destruição autoimune das células que produzem a insulina. Nesse caso, não há nada que a pessoa possa fazer para evitar, já que é uma reação do próprio organismo. Em situações assim, problema se manifesta ainda na infância ou na adolescência, sendo raros os casos em outras faixas etárias.

Diferentemente, na diabetes tipo 2, o pâncreas continua produzindo a insulina, no entanto, existe uma incapacidade de absorção das células musculares adiposas. É justamente por isso que as pessoas mais acometidas pela doença são:

  • Acima de 35 anos;
  • Sedentárias;
  • Acima do peso;
  • Com péssimos hábitos alimentares.

[LEIA TAMBÉM: DIABETES E MÁ ALIMENTAÇÃO]

A condição também pode ocorrer em jovens abaixo dos 35 anos, especialmente aqueles que ingerem muitos alimentos industrializados, carboidratos e doces em excesso, bem como refrigerantes e bebidas alcoólicas.

Diagnóstico e tratamento de diabetes

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Ao desconfiar que possui a doença, o primeiro passo é procurar um endocrinologista. O especialista solicitará exames de sangue, como: glicose em Jejum, hemoglobina glicada e o teste de intolerância à glicose.

Alguns, ainda, fazem o teste “picada no dedo” aleatoriamente – caso o resultado seja maior que 200, é um indício de diabetes. Contudo, é o exame de sangue o mais usado na confirmação do problema.

É importante que todas as pessoas realizem os exames de rotina anualmente, desse modo, é possível diagnosticar rapidamente caso haja alterações.

O tratamento da diabetes tipo 1 é feito com insulina e, em alguns casos, com medicamentos. Já a diabetes tipo 2, comumente, inicia o tratamento com remédios para reduzir a resistência à insulina ou estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio -tudo dependerá da necessidade de cada caso.

Vale lembrar que as pessoas com diabetes devem mudar o estilo de vida. A alimentação deve ser saudável e equilibrada, evitando excesso de carboidratos, doces e refrigerantes. Além disso, a atividade física também pode ser uma grande aliada do controle da glicemia.

O endocrinologista, certamente, indicará uma consulta com um nutricionista para repassar a orientação alimentar.

A diabetes não tem cura, mas tem controle. Com os devidos cuidados, é possível ter uma vida normal. Todavia, não é indicado descuidar das medições e da alimentação, portanto, cuide-se!


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