Sintomas de apendicite – O que é? Sintomas, Causas, Diagnóstico e Tratamento

Você sabe quais são os sintomas de apendicite? Confira as causas, os sintomas e o tratamento, só aqui no Quero Viver Bem!

Dores intensas no lado inferior direito do abdômen são um dos principais sintomas de apendicite. A inflamação do apêndice é uma doença do sistema digestivo, que atinge cerca de 10% da população, sobretudo, pessoas entre 10 e 30 anos de idade.

O apêndice é um órgão que tem ligação direta com o intestino, podendo inflamar por diversos motivos, inclusive, pela entrada de fezes em seu interior. É comum que muitas pessoas confundam as dores fortes associadas a outros sinais (náuseas, vômitos e febre) com outros problemas de saúde. Por isso, é fundamental procurar um médico imediatamente, para evitar complicações mais graves.

Sintomas de apendicite

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O apendicite pode acometer uma pessoa de forma aguda ou crônica. Ambas, possuem um desenvolvimento diferente. Na apendicite crônica, os sinais mais recorrentes são as crises de dores abdominais na fossa ilíaca direita, que podem ser confundidas com diverticulite, oclusão intestinal e, até mesmo, doença de Crohn.

Já na apendicite aguda, os sinais são dor que começa na região do estomago ou próximo ao umbigo, indo para a região inferior e lateral direita da barriga, bem como podendo ficar insuportável quando o paciente anda ou tosse. Depois de dois dias das dores, outros sintomas podem aparecer, por exemplo, barriga inchada, vômito, febre, falta de apetite, gases e muita dificuldade para evacuar.

A evolução da dor na apendicite aguda é progressiva, ou seja, ela se agrava com o passar dos dias e pode chegar ao seu ápice, fazendo com que a pessoa procure urgentemente um pronto atendimento.

Principais causas da apendicite

O motivo mais conhecido que dá origem à doença é a entrada de fezes no órgão, entretanto, existem outros, como:

  • Traumatismo direito do apêndice;
  • Obstrução por gordura;
  • Infecção gastrointestinal causada por vírus.

O problema ocorre porque essas situações podem fazer com que uma bactéria que existe naturalmente dentro do apêndice se multiplique. A partir daí, pode começar uma inflamação ou um inchaço no órgão, podendo levar à produção de pus.

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Caso o paciente não tenha atendimento emergencial, o apêndice pode estourar e causar inúmeras complicações à saúde da pessoa.

Diagnóstico e tratamento da apendicite

Apendicite

Quando a dor é insuportável, geralmente, o paciente busca ajuda médica. No local, o especialista realizará a avaliação clínica e, certamente, solicitará outros testes, como:

  • Exames de sangue;
  • Exames de urina;
  • Ultrassom;
  • Raio-X do abdômen;
  • Tomografia computadorizada.

Às vezes, a única forma de tratar o apendicite é a cirurgia para retirada do órgão. Além disso, o especialista poderá receitar antibióticos.

A inflamação do apêndice é uma condição difícil de controlar, pois, quando não tratada a tempo, pode ocorrer o rompimento do órgão e gerar um acúmulo de pus na região, que atinge outros órgãos e gera uma infecção grave.

A remoção do apêndice não traz riscos posteriores para a vida do paciente. O procedimento pode ser feito de duas formas: com uma pequena incisão do lado direito do abdômen para a retirada do órgão, ou por vídeo (laparoscopia), onde é feito 3 pequenos pontos no abdômen. É menos invasivo e o tempo de recuperação é menor.

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O tempo de internação após a retirada do apêndice pode mudar de pessoa para pessoa, pois dependerá do estado de saúde geral do paciente, bem como da idade  e se houve complicações cirúrgicas. Entretanto, comumente é de 3 a 7 dias, podendo prolongar para 1 mês em casos mais graves.

Não existem formas de evitar a apendicite, o processo de inflamação ocorre naturalmente e acomete qualquer pessoa. O mais importante é ter em mente a urgência da busca por ajuda médica nos primeiros sintomas, especialmente se a dor persistir por mais de 12 horas.

A especialidade médica que pode ser consultada é o clínico geral, gastroenterologista e cirurgião abdominal.

A apendicite pode levar à morte se não for tratada em tempo, pois, na hora que o órgão se rompe, existe um grande risco de ele espalhar as bactérias por todo o abdômen. E, caso atinja a corrente sanguínea, pode provocar uma infecção generalizada, sendo um quadro grave, que leva o paciente a óbito.


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