Síndrome do pânico – Como ocorre? Causas, Sintomas e Tratamento

Você já ouviu falar na síndrome do pânico? Essa é uma doença grave que atinge tanto mulheres como homens. Confira, aqui no QVB, como ela aparece!

Síndrome ou transtorno do pânico é uma doença marcada por crises repentinas de ansiedade aguda, nas quais a pessoa sente muito medo e emoções aterrorizantes, como sentimento de morte ou enlouquecimento.

A doença, que também é chamada de ansiedade paroxística episódica, prejudica enormemente a vida do paciente, porque gera um estado de tensão antecipatória, bem como o desenvolvimento de fobias, comprometendo relacionamentos sociais e profissionais.

Como ocorre a síndrome do pânico?

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico se caracteriza por ataques de ansiedade intensa de curta duração, geralmente dez minutos. Eles ocorrem sem motivo aparente e de maneira aleatória, diversas vezes no dia, na semana ou no mesmo mês.

Um dos principais fatores da doença é que o paciente não sabe quando um ataque acontecerá, o que faz com que a pessoa viva sob constante tensão e desenvolva outros problemas, como a agorafobia que é um distúrbio de ansiedade em que há temor de frequentar espaços diferentes dos quais não conseguirá sair se tiver uma crise de pânico.

De modo geral, a primeira crise de pânico tende a se manifestar na adolescência (faixa etária com maior incidência), mas essa é uma doença que pode ocorrer em qualquer idade.

Causas da síndrome do pânico

Síndrome do pânico

As causas específicas da síndrome do pânico ainda não foram descobertas, mas se sabe que uma série de fatores pode desencadeá-la, tais como:

  • Genético: quando a pessoa tem predisposição ao desenvolvimento da doença;
  • Social: acontece ao passar por situações intensas de estresse e ansiedade;
  • Uso de medicamentos e drogas: anfetaminas e álcool, por exemplo;
  • Desequilíbrio/flutuação hormonal.

Incidência da síndrome do pânico

Curiosamente, a síndrome do pânico tem maior incidência entre o público feminino: para cada duas mulheres diagnosticadas há um homem que também possui a doença.

A essa taxa maior se atribui o fato de as mulheres, especialmente as que já estão na fase fértil (desde a primeira menstruação até a menopausa), serem mais sensíveis a flutuações hormonais, o que poderia desencadear a doença.

Síndrome do pânico

Sintomas da síndrome do pânico

A síndrome do pânico provoca diversos sintomas físicos e psicológicos que podem ser facilmente detectados por um médico especialista. Confira quais são eles:

  • Medo intenso de morrer, de enlouquecer e de perder o controle;
  • Despersonalização (quando a pessoa se sente como vivendo um sonho, sem contato com o mundo exterior);
  • Desrealização (incapacidade de diferenciar o que é fantasia e o que é realidade);
  • Muita dor ou desconforto na região torácica, sendo confundida com infarto;
  • Taquicardia e palpitações;
  • Sensação de falta de ar/asfixia;
  • Sudorese;
  • Desconforto abdominal;
  • Tontura;
  • Ondas de calafrio e calor;
  • Adormecimento e formigamento pelo corpo, especialmente nos membros periféricos;
  • Tremor;
  • Desmaio;
  • Depressão.

Tratamento para síndrome do pânico

A síndrome do pânico é tratada com a adoção de duas diferentes medidas que têm a finalidade controlar crises e sintomas.

Veja, a seguir, quais são elas:

  • Uso de antidepressivos, que são utilizados por um longo período e descontinuados progressivamente quando solicitado pelo médico;
  • Realização de psicoterapia, geralmente na linha cognitivo-comportamental, que trabalha e estimula a exposição a situações que geram pânico, sempre de forma gradual e sistemática, até perder o medo.

Depressão clínica

Exames e diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do pânico é feito pela análise do histórico médico e dos sintomas do paciente, uma vez que não há exames que sejam capazes de identificar o problema.

Se as crises de pânico e ansiedade forem frequentes e chegarem a alterar negativamente o comportamento e estilo de vida da pessoa, possivelmente ela tem a síndrome.

Vale ressaltar que o médico responsável pelo caso pode sugerir a realização de exames clínicos específicos, com a finalidade de analisar se os sintomas do paciente estão associados aos de outras doenças, como as cardíacas, a epilepsia e o hipertireoidismo, podendo indicar o melhor tratamento a ser realizado.

O que fazer em ataques de síndrome do pânico

  • Permaneça em um só lugar durante a crise. Se estiver dirigindo ou fazendo qualquer outra atividade, pare e espere que os sintomas passem;
  • Respire lentamente e fundo durante as crises, o que ajuda a reduzir os sintomas;
  • Procure focar sua atenção em outros assuntos que distraiam seus pensamentos, pode ser em música, filme, alguém preparando algo, entre outros;
  • Lembre-se que toda crise é passageira, o que ajuda a aliviar os sintomas;
  • Procure um médico quando notar crises recorrentes.

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Um Comentário

  1. Ivonete Da Silva Cardoso

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