Sedentarismo: principais causas e consequências

O ser humano tem em sua essência a prática de atividade física, que não está apenas relacionada, por exemplo, ao treinamento esportivo. Ela vem de afazeres do cotidiano, como o simples fato de que, para se alimentar, o homem precisava lutar, correr e ir à caça de seu próprio alimento.

Porém, o mundo moderno, as facilidades do dia a dia, o avanço das tecnologias e a própria falta de segurança fizeram com que, cada vez mais, os seres humanos se tornassem inativos – ou, mais conhecido como, sedentários.

A Organização Mundial da Saúde (OMG) classifica como sedentária a pessoa que não pratica um mínimo de 150 minutos semanais de exercícios físicos moderados ou 75 minutos semanais de exercício intensos. De acordo com esses parâmetros, cerca de 47% dos brasileiros são considerados sedentários.

No Brasil e na América Latina, nota-se um acréscimo cada vez maior desses números, o que vem preocupando muito as organizações de saúde de todo o mundo, principalmente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, onde os casos são mais graves. Com isso, esse assunto vem sendo muito discutido pela saúde pública.

O sedentarismo se define, basicamente, como a falta de atividade física, sendo sinônimo de inatividade, que faz o mínimo possível de movimento. Essa situação não está apenas atrelada às práticas esportivas, mas sim às atividades físicas básicas e regulares, como uma pequena caminhada até a padaria ou ao trabalho, atividades domésticas, como fazer faxina ou qualquer esforço físico em atividades básicas do cotidiano.

O sedentarismo está presente naquelas pessoas que gastam poucas calorias por dia com atividade física. Autores consideraram, recentemente, o sedentarismo como a falta de atividade física suficiente, que pode causar danos à saúde.

Causas do sedentarismo

Sedentarismo: principais causas e consequências

A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte aponta como principais contribuintes para uma população cada vez mais sedentária o avanço da tecnologia, o aumento da insegurança e a redução dos espaços nos centros urbanos.

Sem contar que, com a urbanização, outros fatores também vêm, cada vez mais, desanimando a população a praticar atividade física. São eles:

  • Superpopulação;
  • Aumento da pobreza;
  • Facilidade dos transportes motorizados;
  • Falta de parques;
  • Situação irregular de calçadas e locais recreação;
  • Baixa qualidade do ar.

Tais causas acabam por reduzir as chances de uma sociedade menos inativa, facilitando ainda mais as práticas sedentárias, como passar horas com o smartphone, sentado em frente à televisão, usando escadas rolantes, pegando o carro até para distâncias curtas, entre muitas outras facilidades que a vida moderna proporciona e que são tão atrativas.

A falta de informação referente às consequências do sedentarismo e das vantagens de se praticar atividade física regular entre as crianças também é uma causa do problema – já que, praticar um exercício físico diário deveria ser algo construído desde a infância, para que, na vida adulta se torne um hábito comum, assim como comer, trabalhar ou estudar.

Porém, as consequências do sedentarismo na infância, na maioria dos casos, só aparecerão quando os pequenos se tornarem adultos. Por isso, é cada vez mais difícil conscientizar a criança de que melhor que passar horas assistindo televisão ou jogando vídeo game é praticar um esporte, correr, pular, brincar – ser ativo.

A falta de tempo e a vida cada vez mais corrida e turbulenta também entra na lista das causadoras do sedentarismo atual. Trabalho, casa, filhos, interações sociais, deslocamentos de um lugar para o outro, horas de sono e tempo dedicado às redes sociais ocupam, praticamente,todo o tempo das pessoas, tendo, assim, uma “boa desculpa” para não praticar atividades físicas.

Portanto, o incentivo para sair dessa estatística tão negativa e viver uma vida ativa e de qualidade deve fazer parte das políticas públicas educacionais e de saúde e lazer. A ONU sugere que os países promovam incentivos com atividades de esporte e lazer para as pessoas praticarem durante seu tempo livre, além de implementarem uma maneira de transporte não motorizada, como caminhada e ciclismo.

Consequências do sedentarismo

Sedentarismo: principais causas e consequências

Diante de uma vida fisicamente inativa, não é difícil imaginar que as consequências serão negativas e perigosas. O sedentarismo está diretamente ligado ao aparecimento de doenças, como obesidade, hipertensão arterial, diabetes, problemas cardíacos e doenças respiratórias.

Além dessas doenças graves, a falta de atividade física também impulsiona fraqueza muscular – já que os músculos não são estimulados – dores na coluna, nas articulações, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, incidência de infarto ou AVC, além de roncos e apneia do sono.

Mas, quando tratamos de sedentarismo, é impossível não relacionar mais que rapidamente à obesidade. O aumento de peso pode ser a primeira consequência na vida de um sedentário, já que, se não ativamos nosso corpo, não gastamos calorias e, consequentemente aumentamos o acúmulo de gordura no abdômen e dentro das artérias.

Pesquisas recentes alertam que o Brasil pode enfrentar uma epidemia de obesidade e desnutrição, sendo como uma das principais causas o sedentarismo. Além disso, os estudos revelam que, no mundo, o número de obesos já passa dos 3 milhões.

Com isso, a probabilidade de ouvirmos falar, cada dia mais, da importância da atividade física regular será cada vez maior. Médicos, nutricionistas, educadores físicos e todos os profissionais da área da saúde estão se unindo em prol do combate ao sedentarismo, que vem sendo causa de muitas mortes por todo o mundo.

Referencias utilizadas neste conteúdo:

Sedentarismo e suas Consequências em Crianças e Adolescentes. Acessado em 01 de novembro de 2018. https://www.muz.ifsuldeminas.edu.br/attachments/1681_17.pdf

Sedentarismo. Acessado em 01 de novembro de 2018.https://www.infoescola.com/saude/sedentarismo/

Falta de atividade física prejudica 47% da população do Brasil. Acessado em 01 de novembro de 2018. https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/

Obesidade – Sedentarismo. Acessado em 01 de novembro de 2018.http://www.biologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=201

Pesquisa revela que Brasil pode enfrentar epidemia de obesidade e desnutrição. Acessado em 01 de novembro de 2018.https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2018/

 

 

 

 

 

 


Este texto foi revisado pelo Profissional: Marlise Carvalho (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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