Quais são os principais riscos da cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é um procedimento utilizado na luta contra a obesidade depois de tratamentos anteriores frustrados. Apesar da metodologia apresentar alguns benefícios para pacientes com problemas de saúde, existem alguns riscos nesse procedimento.

Na maioria dos casos, há chances de grande sucesso, especialmente para aqueles preparados psicologicamente e que possuem um excelente acompanhamento pré e pós-cirúrgico.

No entanto, é preciso alertar que, como toda intervenção cirúrgica, esse procedimento possui seus prós e contras, sendo que todos os pacientes que se submetem a ele precisam saber dos principais riscos da cirurgia bariátrica, a fim de se prepararem, inclusive nas mudanças físicas, psicológicas e referentes à relação com a comida.

Quais são os riscos da cirurgia bariátrica?

Quais são os principais riscos da cirurgia bariátrica?

Assim como todo o procedimento cirúrgico, a bariátrica tem complicações e também pode levar a morte. Apesar disso, a intervenção tem sua maior porcentagem de sucesso, quando o paciente passa por acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

Entre os principais riscos da cirurgia bariátrica estão:

  • Hemorragias (sangramento interno);
  • Embolia pulmonar;
  • Perfurações;
  • Infecções;
  • Fístula;
  • Vômitos e diarreias com sangue.

A longo prazo, alguns pacientes podem apresentar sintomas como:

  • Anemia;
  • Carência de vitaminas B12;
  • Deficiência de ácido fólico e cálcio;
  • Desnutrição;
  • Erosão de pressão na parede do estômago;
  • Dilatação do esôfago;
  • Cálculos biliares de colesterol;
  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Síndrome de dumping.

Obviamente, nem todos os operados sentem esses sintomas, entretanto, eles podem acontecer – por isso, é essencial não realizar esse tipo de intervenção sem necessidade.

A cirurgia bariátrica é um procedimento indicado para pessoas com IMC superior a 40, que não conseguem perder peso, mesmo com acompanhamento médico.

Em alguns casos, o IMC pode ser menor de 40, quando o paciente apresenta doenças em estágios avançados, como: diabetes descontrolada, pressão alta, colesterol alto e gordura no fígado.

Como evitar os riscos da cirurgia bariátrica?

Como trata-se de um método bastante invasivo, é necessário que o paciente tenha um acompanhamento pré e pós-operatório, para evitar os riscos da cirurgia bariátrica.

Depois do procedimento, ele passa a comer bem menos do que estava acostumado, por isso, é necessário uma série de adaptações, que vão desde físicas até psicológicas. Além disso, a absorção de nutrientes pode ser bem menor, de acordo com o tipo de cirurgia escolhida.

Portanto, para evitar os riscos da cirurgia bariátrica já citados, é essencial:

  • Acompanhamento pré-operatório, com uma equipe multidisciplinar;
  • Realização de exames médicos regulares;
  • Aporte nutricional para o resto da vida;
  • Preparação para modificações físicas, especialmente flacidez;
  • Mudança de pensamento com relação à comida – tratar a compulsão alimentar.

Além de tudo, é importante salientar que mulheres que realizam a cirurgia podem engravidar somente 15 meses após o procedimento.

Para minimizar os riscos do procedimento, é necessário seguir à risca todas as ordens médicas. A bateria de exames é intensiva e inclui inúmeras medições de pressão, glicemia, funções hepáticas, cardiológicas, pulmonares, sorologias, testes de imagens, endoscopia digestiva, entre outros.

Existem diversos tipos de cirurgia bariátrica, sendo que entre as mais comuns estão: Bypass gástrico, banda gástrica, Gastrectomia vertical e a derivação biliopancreática. Vale lembrar que cabe à equipe médica certificar-se que o paciente tem condições de passar pela cirurgia, bem como escolher o melhor método, que vai depender do peso e da saúde do paciente. Essa é uma decisão conjunta da equipe médica multidisciplinar, que visa minimizar os riscos.

A perda de peso ocorre devido à restrição alimentar e, também, ao aumento do metabolismo. Portanto, a porcentagem eliminada é diferente, de acordo com o método escolhido, classificando-se da seguinte maneira:

  • Banda gástrica (perda de 30%);
  • Bypass (40 a 45%);
  • Gastrectomia vertical (30 a 40%);
  • Derivação biliopancreática (40 a 50%).

Apesar de existirem alguns riscos da cirurgia bariátrica, já citados acima, a intervenção tem demonstrado uma esperança no aumento da qualidade de vida dos obesos. A porcentagem de morte ou complicações fica na margem de 0,5%, o que é considerado baixo perto dos benefícios que o procedimento pode proporcionar.

No entanto, é preciso seguir rigorosamente as ordens médicas e dedicar-se,a fim de conseguir atingir e manter o peso ideal – afinal, não é nada fácil mudar o corpo e a mente, pois é preciso modificar totalmente o comportamento diante da comida.


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