Refluxo em bebê – Tipos, Exames, Sintomas e Tratamento Caseiro

Seu bebê sofre com refluxo gastrico e não sabe o que fazer? Confira, aqui no Quero Viver Bem, as melhores dicas de identificação e procedimentos médicos.

Durante os primeiros meses do bebê, especialmente entre o quarto e sexto mês de vida, o refluxo é um problema comum. Trata-se do retorno do alimento (leite) do estômago para o esôfago, chegando à regurgitação, em alguns casos.

Na alimentação, o leite passa por boca, faringe, esôfago e chega ao estômago. Entre esses dois últimos órgãos, há um músculo que funciona como uma válvula, o esfíncter. Quando ele se abre fora de hora (sem ser no período de alimentação), o alimento volta ao esôfago, provocando o refluxo no bebê.

Refluxo bebê

Tipos e sintomas de refluxo em bebê

Existem dois tipos de refluxo em bebê, sendo o mais comum o RGE (Refluxo Gastroesofágico Fisiológico). O outro se chama DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico).

Os sintomas desse problema costumam ser:

  • Regurgitação (também conhecida como “golfada”), principalmente após a mamada;
  • Sono agitado ou insônia;
  • Irritação e choro constante, mesmo após a amamentação;
  • Dificuldade para mamar e ganhar peso;
  • Inflamação da laringe e dos ouvidos.

Exames e diagnóstico do refluxo em bebê

De modo geral, o refluxo costuma ser diagnosticado por meio do exame e da análise física do bebê, bem como dos sintomas que a criança apresenta. Por isso, é extremamente importante que os pais relatem exatamente o que se passa, para que o diagnóstico seja feito com precisão.

Em casos de maior complexidade de diagnóstico, o médico pode indicar a realização de exames de imagem, mas eles raramente são feitos, porque é necessário administrar contraste ao bebê, e não se sabe ao certo se a substância poderá provocar reação alérgica.

Refluxo bebê

Técnicas para descobrir o refluxo em bebês

Somente um médico capacitado, como o pediatra ou o gastroenterologista infantil, é capaz de realizar um diagnóstico exato do refluxo. Mas, os pais podem identificar esse problema verificando se o bebê tem os sintomas da doença.

O mais comum é a regurgitação após a amamentação. Se o bebê também apresentar sono agitado, dificuldade para ganhar peso e mamar, bem como estiver irritadiço boa parte do tempo, pode ser que ele tenha refluxo.

[LEIA TAMBÉM: REMÉDIO CASEIRO PARA REFLUXO GASTROESOFÁGICO]

Quando procurar um médico?

O refluxo é comum em bebês, sendo mais frequente entre o quarto e sexto mês de vida. Isto se deve ao fato de o bebê se movimentar mais e ter o esfíncter relaxado, o que provoca a abertura desse músculo e o retorno do alimento.

Mas, tal situação não quer dizer que os pais devem ignorar. Uma boa dica a seguir é verificar se, mesmo regurgitando após as refeições, o bebê está ganhando peso. Em caso positivo, o refluxo não é algo sério e certamente passará em pouco tempo.

Agora, se o refluxo acontecer após a mamada e horas depois dela, e o bebê não estiver ganhando peso, bem como estiver apresentando outros sintomas, pode ser que ele tenha DRGE. Neste caso, é importante procurar um médico com urgência.

Refluxo bebê

Tratamentos para refluxo em bebês

O tratamento consiste em seguir alguns cuidados após a amamentação, como evitar determinadas posições ou uso de roupas apertadas. Em alguns casos, o médico pode indicar leites adaptados a bebês com refluxo, para evitar esse problema.

Se esses cuidados não forem suficientes, existe a possibilidade de indicação de medicamentos para evitar o refluxo, como o Motilium. Caso o problema seja mais grave, uma cirurgia para corrigir o esfíncter pode ser recomendada.

Cuidados caseiros para tratar e evitar refluxo em bebês

1. Atente à postura do bebê

Durante a mamada, mantenha o bebê com a cabeça elevada em relação ao corpo. Depois, apoie-o contra seu ombro, para que possa arrotar e eliminar o ar ingerido durante a alimentação. Mantenha o bebê na vertical por 30 minutos, no mínimo, após a mamada.

2. Não movimente o bebê depois da mamada

Movimentar o bebê depois de alimentá-lo aumenta a chance de refluxo. Portanto, após a mamada não troque fraldas nem fique balançando a criança.

3. Posicione o bebê corretamente para dormir

O ideal é que o bebê seja deitado numa postura inclinada, com tronco elevado entre 30 a 45 graus, utilizando uma almofada abaixo do colchão. Outra opção é deitar a criança virada para o lado esquerdo, o que estimula o esvaziamento gástrico.

4. Adicione farinha de cereal ao leite

Quanto mais líquido for o leite, menor a possibilidade de armazená-lo totalmente no estômago. Por isso, dá para engrossá-lo um pouco com farinha de cereal (milho ou arroz), mas somente se o pediatra autorizar essa opção.


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