Overtraining – O que é, Riscos e Como evitá-lo?

Nos dias de hoje, a procura por um corpo bonito e a preocupação com a estética tem aumentando significativamente. Pessoas buscam de qualquer maneira entrar em forma e exibir um corpo desejável.

Mas, com todo o desejo por um estereotipo perfeito, há indivíduos que buscam treinamentos pesados e mantêm uma rotina incessante de exercícios para alcançar os objetivos desejados, é aí que mora o perigo!

A seguir no Quero Viver Bem, confira o perigo do treino em excesso e os males que essa prática pode causar à saúde – o chamado overtraining -, como evitá-lo e cuidados a serem tomados.

overtraining

O que é overtraining?

Quantas vezes já ouvimos falar na famosa frase “sem dor sem ganho”? Ou então “se não treinar pesado e não fadigar a musculatura não terá resultados; se treinar pouco seu corpo não desenvolve”. Essas são algumas afirmativas muito ouvidas e seguidas por praticantes de atividade física, mas será que está certo ou errado? Em parte um pouco dos dois.

O corpo, para desenvolver, necessita, sim, de um estímulo elevado de treinamento e de uma fadiga muscular para que as fibras musculares inflamem e se desenvolvam. Por isso, é preciso treino intenso e constância para criar um corpo com um bom volume muscular e uma boa definição.

Porém, o estímulo feito de uma forma desenfreada, sem seguir um protocolo de treinamento, acarretará em um problema conhecido como overtraining.

Como ocorre o overtraining?

Esse é o nome usado quando pessoas treinam de forma desenfreada e sem planejamento, não respeitando os limites do corpo, o tempo de descanso e a recuperação, apenas treinando pesado sem controle.

Tal prática leva o corpo à fadiga e ao colapso muscular, fazendo com que o indivíduo perca completamente o controle e seu corpo entre em um estresse.

As consequências, no entanto, vão da ordem muscular, passando por problemas nas articulações e resultam em malefícios no sistema imunológico e no aspecto psicológico.

overtraining

Quais os problemas causados pelo overtraining?

Existem sucessivos problemas que o overtraining pode ocasionar, como fisiológicos e metabólicos. Entre eles, estão:

  • Estresse no sistema nervoso central, provocando distúrbios hormonais;
  • Elevação do nível do cortisol (hormônio que quebra o tecido muscular para formar energia);
  • Déficit proteico;
  • Tempo insuficiente para reparar o músculo esquelético dos microtraumas provocados pelo exercício;
  • Catabolismo (reações de quebra de moléculas para produção de energia) supera o
    anabolismo (reações de síntese de substâncias);
  • Dores musculares constantes e persistentes;
  • Perda de condicionamento físico, com perda de força e resistência;
  • Sensação de fadiga crônica;
  • Aumento da irritabilidade e do quadro de depressão;
  • Elevação significativa da frequência cardíaca em repouso (esse é um sinal bem típico);
  • Diminuição da qualidade do sono;
  • Queda da resistência imunológica.

Como evitar?

Infelizmente, para as pessoas viciadas em treinamento e que tiveram um overtraining, a forma de prevenir este problema não é uma resposta que fácil de ouvir ou seguir.

O motivo de não aceitarem a forma de recuperação é que ela vai totalmente contra a ideia de treino pesado. A única forma é diminuir os estímulos musculares é diminuir a frequência de treinamento, o volume de peso e a sobrecarga, apenas deixando o corpo se recuperar naturalmente.

Em alguns casos mais extremos, parar totalmente as atividades até o corpo voltar a responder é necessário. Outros fatores que também podem contribuir para a recuperação são:

  • Ter uma boa noite de sono: uma noite bem dormida ajuda o corpo a descanar e equilibrar a os níveis de cortisol;
  • Treinar de modo inteligente: não tente treinar tudo de uma vez, procure dividir seus treinos de forma eficiente e tenha em mente que é preciso manter seus limites em primeiro plano;
  • Suplementar vitaminas: procure alimentar-se direito, mantendo seu corpo com fontes de vitaminas equilibradas;
  • Fazer terapia de temperatura: tome banhos frios e quentes, fazendo uma variação. Essa tática condiciona os nervos a carregarem os impulsos sentidos na pele mais profundamente, e o resultado é o estímulo do sistema imunológico e a melhora na circulação, na digestão e no fluxo sanguíneo, diminuindo, assim, a sensação de dor.

Resumindo: treine com consciência e lembre-se que, nem sempre, a rotina pesada de treinamento é benéfica à sua saúde e ao seu corpo. Muitas vezes, menos é mais! Cuide da alimentação e faça um treino respeitando seus limites.


Este texto foi revisado pelo Profissional: Eduardo Lembi (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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