O que é obesidade – Quais os riscos, graus e como tratar

A obesidade é um dos principais problemas de saúde atualmente, atingindo mais de 10% da população mundial. Em solo nacional, quase 20% dos brasileiros são obesos, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde.

Não conhece a fundo esse problema? Então, confira, aqui no Quero Viver Bem, o que é a obesidade, quais são os riscos, graus e como tratá-la, para ter melhor qualidade de vida e manter a saúde em dia.

obesidade

O que é a obesidade

Trata-se de uma doença facilmente diagnosticada por médicos e pelo próprio paciente, uma vez que se caracteriza pelo excesso de gordura corporal, que é responsável por aumentar o risco de desenvolvimento de problemas de saúde.

Quais são os riscos da obesidade

O excesso de gordura pelo corpo eleva significativamente o surgimento de diversos problemas de saúde, sendo os mais comuns os apresentados na lista a seguir:

  1. Diabetes;
  2. Hipertensão;
  3. Colesterol alto;
  4. Doenças coronárias (como o entupimento das artérias);
  5. Complicações cardíacas (por exemplo, infarto);
  6. Problemas nas articulações e nos ossos de membros inferiores (artrose e demais enfermidades);
  7. Problemas respiratórios;
  8. Problemas psicológicos, como depressão e transtornos alimentares.

Como a obesidade é diagnosticada

A obesidade pode ser diagnosticada visualmente pelo médico ou paciente, mas existe uma forma mais precisa e científica de fazer isso, por meio do cálculo de IMC (Índice de Massa Corporal).

Essa conta é feita da seguinte maneira: divide-se o peso da pessoa pela sua altura elevada ao quadrado. Tomando como exemplo um indivíduo que pese 60 quilos e meça 1,60 m, seu IMC é 23,4 kg/m2.

Com esse resultado em mãos, basta compará-lo com a tabela de IMC, utilizada por profissionais da saúde para designar se a pessoa realmente tem ou não obesidade:

  1. Peso normal: IMC de 18,0 a 24,9 kg/m2;
  2. Sobrepeso: IMC de 25,0 a 29,9 kg/m2;
  3. Obesidade grau 1: IMC de 30,0 a 34,9 kg/m2;
  4. Obesidade grau 2: IMC de 35,0 a 39,9 kg/m2;
  5. Obesidade grau 3: IMC igual ou superior a 40 kg/m2.

Portanto, voltando ao exemplo anterior, cujo resultado foi IMC igual a 23,4 kg/m2, pode-se dizer que essa pessoa está na faixa do peso normal e saudável.

Graus de obesidade

A obesidade é classificada em graus que vão do 1 ao 3, sendo que quanto maior for, mais alto o risco de desenvolvimento de doenças e comprometimento da saúde. O grau 1, por exemplo, é um dos mais fáceis de ser contornado.

Já o grau 2 apresenta risco médio à saúde da pessoa. Já o 3 é o mais perigoso, pois indica uma grande quantidade de gordura corporal acumulada, o que é extremamente prejudicial.

Tipos de obesidade

  1. Obesidade abdominal: é mais comum entre os homens, formando a famosa “barriga de chopp”. Nesse caso, a gordura se acumula mais no abdômen, entre os órgãos, e está diretamente associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares;
  2. Obesidade periférica: ocorre quando a gordura se acumula em membros periféricos do corpo, como pernas, quadril e nádegas, inclusive braços. Trata-se de um tipo mais comum entre mulheres e está associado a diabetes e problemas nas articulações;
  3. Obesidade homogênea: é um tipo em que a gordura é distribuída uniformemente pelo corpo, sem que uma região tenha mais gordura. Essa é uma variação que atinge homens e mulheres, trazendo todos os riscos comuns à saúde.

Como tratar a obesidade

como evitar a obesidade

A obesidade costuma ser tratada com a mudança de hábitos de vida, principalmente no que se refere à alimentação e prática de exercícios. Veja quais são os tratamentos possíveis:

  1. Reeducação alimentar: a indicação geral é que a pessoa passe a comer melhor e de modo mais saudável, o que inclui deixar de lado alimentos industrializados, açúcar e gordura, substituindo-os por frutas, legumes, proteínas magras e carboidratos complexos;
  2. Exercícios físicos: livrar-se do sedentarismo é essencial, porque fará o corpo queimar gordura acumulada de forma rápida, promovendo uma perda de peso expressiva, além de melhorar os problemas articulares comuns na doença;
  3. Uso de medicamentos: em casos mais graves, o médico responsável pelo caso pode indicar o uso de remédios que aceleram e dão apoio ao processo de perda de peso;
  4. Cirurgia bariátrica: é feita quando a pessoa não consegue emagrecer, mesmo adotando todos os métodos anteriores. Nesse caso, a cirurgia é a última medida.

[CONFIRA TAMBÉM: COMO FAZER A REEDUCAÇÃO ALIMENTAR]

O acompanhamento de uma equipe de saúde multidisciplinar é importantíssimo em casos de obesidade, pois cada um dará orientações e apoio ao paciente. Médicos (endocrinologista, cardiologista), nutricionista, educador físico e psicólogo devem ser consultados com frequência para acompanhar o caso.


Este texto foi revisado pelo Profissional: Thais Karpowiski (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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