O Perigo dos Alimentos Ultraprocessados

Os alimentos ultraprocessados são classificados como preparos industriais que contêm cinco ou mais ingredientes extraídos de óleos, gorduras, açúcar, sal e proteínas. Além desses compostos, não se pode esquecer de xaropes, amidos, gorduras hidrogenadas, entre outros.

Geralmente, os alimentos ultraprocessados ainda recebem aditivos maléficos, como corantes, realçadores de sabor, edulcorantes, estabilizantes e antioxidantes.

São tantas substâncias adicionadas que a indústria precisa fazer letras bem pequenas para colocar nos rótulos, que, por lei, devem ser informadas ao consumidor.

O grande problema é que a maioria das pessoas não lê as embalagens e a outra parcela da população não entende o que tantas siglas querem dizer. É justamente aí que mora o perigo, por isso, muitos nutricionistas orientam que um produto que tiver muitos ingredientes desconhecidos em sua composição não devem ser ingeridos.

perigo dos alimentos ultraprocessados

Para que servem os alimentos ultraprocessados?

Com o aumento da população mundial, a indústria encontrou maneiras de conservar os alimentos por mais tempo para o consumo, inclusive, em alguns casos, o processamento dos alimentos é extremamente importante para conferir segurança aos consumidores – esse é o caso do palmito e da azeitona, que necessitam desse processo para eliminar as bactérias causadoras do botulismo.

No entanto, nos tempos de hoje, quase todos os alimentos são processados ou passam por algum procedimento semelhante. De acordo com a industrias, a classificação dos alimentos funciona da seguinte forma:

  • Alimentos in natura – obtidos direto da natureza, são naturais. É o caso de frutas, verduras, legumes, ovos;
  • Alimentos minimamente processados – aqueles que são praticamente in natura, passaram por pequenas intervenções antes de chegarem aos consumidores, e não receberam nenhum outro ingrediente durante o processo. Como exemplo, podemos citar o arroz, feijão, farinhas, carnes, leite pasteurizado (aquele de saquinho), iogurte natural, alguns queijos;
  • Alimentos ultraprocessados – esses são procedimentos mais avançados que usam técnicas de alta qualidade para melhorar o paladar, por exemplo temperos prontos, realçadores de sabor, corantes, estabilizantes e texturizantes. Entram nessa categoria bolachas, salgadinhos, refrigerantes, balas, sorvetes, suco de caixinha, iogurtes com sabor, enlatados, pratos prontos congelados como lasanha, pizza, hambúrguer, etc.

O teor nutricional dos alimentos ultraprocessados é terrivelmente danoso à saúde, pois, nesse processo, são reduzidos o teor de vitaminas e dos minerais pelo refinamento.

Riscos dos alimentos ultraprocessados

Alimentos

Embora a expectativa de vida tenha aumentado muito, é fato citar que o número de pessoas com doenças crônicas também subiu absurdamente nos últimos anos.

É verdade que os alimentos que passam por esse procedimento ficam mais saborosos – esse é um jogo inteligente da indústria, já que ela aposta na melhoria do paladar de cada item -, no entanto, pagar tal preço não vale a pena, pois o produto final provoca uma série de distúrbios de saúde, como:

  • Alergias e intolerâncias alimentares;
  • Problemas estomacais e intestinais;
  • Pressão alta, diabetes, colesterol, obesidade e alguns tipos de câncer;
  • Acúmulo de gordura;
  • Problemas nos rins e no fígado.

Além disso, esse tipo de alimento não possui o aporte ideal de vitaminas e minerais, fazendo com que crianças e adultos tenham deficiência desse nutriente. Esse problema pode levar uma pessoa a ter anemia e desnutrição.

Lista de alimentos ultraprocessados

o que não comer para conseguir emagrecer

O consumidor se encanta com as facilidades e também com a beleza dos alimentos que passam pelo processamento. É verdade que os sucos ficam com cores mais vibrantes, as batatas fritas mais crocantes e o apelo da praticidade não passa desapercebido, especialmente por aqueles que não gostam de ter trabalho.

Entre os alimentos nessas condições estão:

  • Milho e ervilha em conserva;
  • Refrigerantes;
  • Macarrão instantâneo;
  • Temperos prontos (aqueles em saches e caixinhas bem fáceis de usar);
  • Achocolatados;
  • Margarinas;
  • Embutidos (salsinha, linguiça, presunto, mortadela);
  • Congelados;
  • Sucos de pó e de caixinha;
  • Bolachas;
  • Salgadinhos;
  • Iogurtes com sabor;
  • Chocolates;
  • Sorvetes;
  • Barras de cereal;
  • Cereais matinais (nem todos, mas a maioria! Leia o rótulo!).

Todos os tipos de alimentos que só precisam desembalar para consumo têm grande potencial de serem ultraprocessados. Além disso, são grandes tentações ao paladar de qualquer pessoa.

Eles carregam grande quantidade de sódio e são hiperpalatáveis, ou seja, deliciosos, geralmente, muito práticos, baratos e com grande apelo da mídia.

Nesse caso, a praticidade não é amiga da saúde. Existem formas de você continuar comendo coisas gostosas sem correr o risco de adquirir doenças. Ao invés de comprar batatas prontas, faça elas de forma caseira. Não tome refrigerantes, faça suco natural, e assim sucessivamente com outros ingredientes.

Descasque mais e desembale menos – esse é o segredo de uma vida mais saudável e longeva. Se um alimento tiver mais de 5 ingredientes ou tiver nomes estranhos que você não conhece, cuidado. Fuja dos alimentos ultraprocessados!


Este texto foi revisado pelo Profissional: Thais Karpowiski (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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