HIV – O que é? Sintomas, Transmissão e Diagnóstico

Entre os inúmeros tipos de doenças autoimunes que você conhece, provavelmente, está a AIDS – uma sigla em inglês para Acquired Immunodeficiency Syndrome, que, se traduzindo para o português, significa “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”.

A AIDS é causada pelo HIV – outra sigla que é fundamental para o entendimento dessa doença. Entenda o que é o HIV, quais são seus principais sintomas, tempo de manifestação e outras informações importantes.

O que é o HIV?

teste HIV

HIV é a sigla que denomina um retrovírus – um tipo de vírus que possui algumas propriedades básicas, estando classificado na subfamília Lentiviridae. O HIV se destaca por seu período de incubação prolongado, antes que se inicie os sintomas da doença, além de infectar as células do sangue e do sistema nervoso e suprimir o sistema imune.

Ou seja, o HIV é o causador da AIDS – uma doença que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Em geral, as células mais atingidas pelo HIV são os linfócitos T CD4+. O HIV consegue alterara o DNA dessas células para que ele faça cópias de si mesmo. Quando se multiplica, o HIV rompe os linfócitos à procura de outros para continuar com sua infecção.

Isso quer dizer que o HIV reduz, de maneira progressiva, a capacidade do organismo de combater as infecções ocasionadas por vários microrganismos ou até eliminar células defeituosas que estão relacionadas ao surgimento de tumores e cânceres.

Por curiosidade, os primeiros registros da AIDS surgiram ainda entre os anos de 1977 e 1978, na África, no Haiti e nos Estados Unidos. Entretanto, a definição para essa doença só aconteceu em 1982, com a descoberta do vírus em 1984.

Ter o vírus HIV no organismo não significa que você tem AIDS – isso é muito importante de explicar, pois existem muitas pessoas soropositivas que passam anos sem quaisquer sintomas e sem o desenvolvimento da doença, entretanto, a transmissão continua presente. Por isso, há grande necessidade de fazer o teste e descobrir se você é soropositivo (a) ou não.

Quais os principais sintomas de quem tem HIV ou AIDS?

sintomas HIV

Quando acontece a infecção pelo vírus causador da AIDS, o HIV, o sistema imunológico da pessoa começa a ser atacado. Existe a primeira fase da infecção, que é conhecida como infecção aguda, ocorrendo quando há a incubação do HIV – tempo de exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sintomas da doença –, variando de 3 a 6 semanas. O organismo pode levar de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV.

Nesse caso, os sintomas característicos são:

  • Aumento dos gânglios;
  • Cansaço;
  • Diarreia que irá desaparecer em torno de um mês;
  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Mal-estar geral.

A segunda fase se caracteriza pela interação entre as células de defesa do organismo com as constantes mutações feitas pelo vírus HIV. Esse período é assintomático, mas os ataques podem fazer com que o organismo fique cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns.

A fase de sintomas irá começar pela elevada redução dos linfócitos T CD4+. Além disso, febre, diarreia, perda de peso e suores noturnos também poderão ser notados.

O estágio mais avançado da doença – que é quando pode-se considerar AIDS – é o momento em que o organismo está com tanta baixa imunidade que estará propenso a sofrer com doenças oportunistas:

Ainda, o emagrecimento involuntário, a febre prolongada, a diarreia com maior duração do que um mês, gânglios persistentes, tosse e cansaço são sintomas clássicos dessa fase.

Como o HIV é transmitido?

É fundamental que você saiba como se dá a transmissão do vírus HIV para que evite quaisquer problemas futuros com a doença da AIDS.

A expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus HIV é aumentada quando o problema é descoberto o quanto antes. Ou seja, fazer os testes com regularidade, buscar o tratamento no tempo adequado e fazer todas as recomendações dadas pelos médicos, a qualidade de vida melhora consideravelmente.

Portanto, a transmissão do HIV acontece nas seguintes situações:

  • Contato direto com sangue infectado;
  • De mãe para filho – tanto por parto quanto por amamentação;
  • Relação sexual sem preservativo com pessoa infectada;
  • Transfusão de sangue contaminado pelo vírus HIV;
  • Uso de mesma agulha ou seringa que uma pessoa infectada.

Muitos mitos acercam a transmissão do HIV, o que gera, até mesmo, um preconceito bem grande para quem é soropositivo – nesse caso, o vírus não é transmitido pelos seguintes canais:

  • Beijos (mesmo que na boca), abraço ou aperto de mão em uma pessoa infectada;
  • Lágrimas, suor, lençóis ou roupas de uma pessoa infectada;
  • Contato com cachorros, gatos e outros animais;
  • Uso da mesma piscina ou banheira que uma pessoa infectada;
  • Uso do mesmo copo, prato ou talher de uma pessoa infectada.

Diagnóstico do HIV: como tratar a AIDS?

prevenção HIV

O diagnóstico do HIV é realizado por meio de coleta de sangue ou fluído oral. Você encontrará nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) os testes rápidos, que detectam a presença do retrovírus em questão de, no máximo, 30 minutos.

Tais exames também podem ser feitos em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), de forma anônima. Nesses locais, você até conta com um processo de aconselhamento, para facilitar a interpretação do resultado, especialmente se estiver com o vírus.

O diagnóstico precoce da infecção pelo vírus HIV e a adoção de um tratamento específico são duas ações que evitam a evolução da doença para a fase mais grave, pois, se não tratada, infelizmente, ela poderá causar a morte.

Quando na fase inicial da doença, muitos exames são solicitados, a fim de avaliar o quadro do paciente. Tais procedimentos servem para determinar o melhor tipo de tratamento – que terá supervisão médica e da equipe multidisciplinar –, com acompanhamento da evolução clínica.

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) servem para impedir a multiplicação do vírus HIV no organismo, evitando que o sistema imunológico enfraqueça. O uso regular dessas medicações aumenta o tempo e a qualidade de vida de quem sofre com o HIV e reduz significativamente o número de infecções por doenças, além das quantidades de internação.

Lembre-se que a melhor maneira de evitar o vírus HIV e a AIDS é reduzindo o risco de exposição e entendendo como o comportamento influencia em uma possível contaminação.


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