Fibrose cística – Causa, Sintomas, Tratamentos, Exames e Procedimentos

Você sabe como a fibrose cística pode afetar a vida das pessoas? Confira, aqui no Queor Viver Bem, todas as informações sobre essa doença tão séria!

A fibrose cística é uma doença hereditária, ou seja, não tem cura. Trata-se de uma enfermidade que atinge glândulas exócrinas responsáveis pela produção de muco, enzimas pancreáticas e suor, tornando esses mais espessos.

Com isso, as substâncias não são facilmente eliminadas do corpo, o que pode provocar sérios sintomas, chegando a comprometer enormemente a qualidade de vida do paciente.

Fibrose cística

Como funciona a fibrose cística?

A fibrose cística, que também é chamada de mucoviscidose, caracteriza-se por promover uma modificação no transporte de íons pela membrana de células do corpo.

Ao realizar essa alteração, as glândulas exócrinas passam a produzir muco, enzimas pancreáticas e suor mais grossos, que se acumulam pelos órgãos e podem ser invadidos por bactérias, causando graves infecções.

Causas da fibrose cística

A fibrose cística é uma doença genética, portanto, o gene defeituoso é transmitido pelo pai e mãe ao filho. Não existe outra forma de contaminação.

Curiosamente, os pais do portador de fibrose cística geralmente não apresentam a doença manifestada, ou seja, somente são portadores dos genes.

Sintomas da fibrose cística

Fibrose cística

Como a fibrose cística costuma afetar o organismo como um todo, a doença provoca diversos sintomas. Conheça, a seguir, quais são os principais e mais recorrentes:

Problemas digestivos

A doença obstrui os ductos pancreáticos, impedindo o fluxo de enzimas digestivas no intestino. Quando isso ocorre, o organismo não consegue digerir corretamente os alimentos.

Desnutrição e dificuldade para ganhar peso

Como os alimentos não são corretamente digeridos, os nutrientes presentes neles não são absorvidos pelo organismo e o paciente não consegue ganhar peso facilmente.

Distúrbios intestinais

A pessoa com fibrose cística apresenta uma série de distúrbios intestinais, como maior número de evacuação diária, fezes volumosas, gordurosas e com odor forte bastante característico.

Inflamação do fígado

A fibrose cística também obstrui os ductos biliares, o que faz com que a bile (responsável pela digestão de gorduras) se acumule no fígado e gere um processo inflamatório.

Dificuldade de respiração e problemas no sistema respiratório

A doença prejudica o sistema respiratório como um todo. O pulmão passa a produzir um muco mais espesso, que não consegue passar pelas vias aéreas, comprometendo a respiração.

Por isso, os pacientes com fibrose cística sentem falta de ar, têm respiração sibilante e hipertensão pulmonar. Também são comuns problemas como bronquite crônica, pneumonia e tosse com secreção.

Suor mais salgado

A fibrose cística atua nas glândulas sudoríparas, chegando a prejudicar a reabsorção do cloro, o que leva o corpo a reter água e sódio. Por isso, pessoas diagnosticadas com a doença apresentam suor muito mais salgado do que o normal. Justamente por isso essa enfermidade também é conhecida como “doença do beijo salgado”.

Baixa fertilidade

A doença afeta diretamente a capacidade reprodutiva. Mulheres portadoras da enfermidade não conseguem engravidar facilmente porque seu muco cervical é mais espesso, o que inibe a passagem do espermatozoide.

Já os homens são, em mais de 90% dos casos, diagnosticados como estéreis. No entanto, o desempenho sexual masculino não chega a ser comprometido pela fibrose cística.

Tratamento para fibrose cística

A doença não possui cura, o que se faz é um tratamento para controle, que envolve médicos de diversas especialidades, como endocrinologista, pneumologista, fisioterapeuta, nutricionista, entre outros.

O tratamento é sempre personalizado às necessidades do paciente, mas costuma envolver as seguintes etapas:

  • Reidratação contínua;
  • Reposição de sódio;
  • Dieta personalizada (sempre calórica);
  • Suplementação de enzimas pancreáticas;
  • Reposição de nutrientes lipossolúveis, como as vitaminas A, D e E;
  • Uso de medicamentos para melhorar a respiração, como os broncodilatadores, e adoção de inalações diárias;
  • Fisioterapia respiratória;
  • Uso de antibióticos.

Exames e diagnóstico da fibrose cística

A fibrose cística costuma ser diagnosticada logo nos primeiros dias de vida do recém-nascido, por meio do exame do pezinho. Nele, é feita a análise de níveis da IRT (Tripsina Imunorreativa), que informa se o bebê é portador da doença.

Procedimentos e cuidados necessários

Portadores dessa condição costumam demandar cuidados especiais. Saiba, aqui, quais são eles:

  • Sempre faça acompanhamento médico do paciente, para garantir sua correta nutrição, sem afetar o crescimento e desenvolvimento;
  • Incentive a prática de atividades físicas, como a natação, que melhora a respiração e a musculatura da caixa torácica;
  • Eventuais problemas de saúde devem ser comunicados o mais rápido possível aos médicos responsáveis pelo paciente, para evitar complicações e o comprometimento da qualidade de vida.

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