Esquizofrenia – O que é? Causas, Sintomas, Tratamento e Diagnóstico

Você já ouviu falar na esquizofrenia? Essa é uma doença grave, que afeta tanto homens quanto mulheres. Entenda mais aqui, no Quero Viver Bem!

A esquizofrenia é um distúrbio mental que se caracteriza pela perda total do contato com a realidade. O paciente diagnosticado com essa doença não consegue distinguir o real do imaginário, o que acaba afetando enormemente sua vida.

Esquizofrênicos, geralmente, têm alucinações e delírios, largam estudos e trabalho, comprometem relacionamentos sociais e passam a viver em um mundo ilusório, só deles.

Trata-se de um problema de saúde grave, que exige acompanhamento médico pelo resto da vida. Veja, aqui no Quero Viver Bem, mais informações essenciais para entender esse distúrbio psiquiátrico.

Esquizofrenia

Causas da esquizofrenia

Uma das principais dúvidas sobre o tema é o que leva à esquizofrenia. Curiosamente, a medicina ainda não descobriu a causa exata da doença, mas se sabe que uma combinação de fatores pode funcionar como gatilho.

Por exemplo, há o fator genético. Se algum parente já foi diagnosticado com esquizofrenia, a possibilidade de ter a doença é maior. Caso seja um parente de primeiro grau, o risco é de 13%.

Fatores ambientais e de alteração da estrutura química do cérebro também podem influenciar no surgimento da doença. No caso específico da química cerebral, acredita-se que um defeito na ação ou produção do neurotransmissor dopamina possa provocar o distúrbio.

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Quais os sintomas de uma pessoa esquizofrênica?

Os sintomas da esquizofrenia são divididos em dois grupos, o produtivo e o negativo. Saiba, abaixo, quais são as características principais desses grupos:

Sintomas produtivos

  • Delírios: o mais comum é o persecutório, no qual o paciente acredita que é perseguido por pessoas que querem lhe prejudicar e estão tramando uma armadilha para isso;
  • Alucinações: ocorrem independentemente de estímulos externos. Um exemplo claro é o do paciente que escuta vozes que lhe dão ordens, como a de suicídio.

Sintomas negativos

  • Redução de impulsos: trata-se da diminuição da vontade de fazer algo, mesmo que atividades básicas, deixando diversas tarefas de lado;
  • Achatamento afetivo: quando não há reação ou conexão emocional;
  • Perda da capacidade de identificar a realidade e o ambiente: impossibilidade de interpretar a situação externa de forma real.

Os sintomas produtivos são os mais fáceis de serem controlados e tratados. Já os negativos são resistentes e costumam durar mais tempo, exigindo cuidado para não gerar novas crises.

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Esquizofrenia

Tratamento para esquizofrenia

O tratamento de esquizofrenia envolve, basicamente, a realização de psicoterapia com um psicólogo e o uso de medicamentos receitados pelo psiquiatra, fármacos que devem ser utilizados, na maioria dos casos, por toda a vida do paciente.

Os remédios para esquizofrenia são divididos em diferentes grupos, também. Em um primeiro momento, são indicados medicamentos de segunda geração, que são mais modernos, com tecnologia inovadora, o que reduz o risco de efeitos colaterais.

Se o uso desses medicamentos não surtir efeito, o psiquiatra pode indicar remédios de primeira geração, que são mais antigos e com maior chance de gerar reações adversas.

Em último caso, o médico psiquiatra responsável recomenda o uso de clozapina, que é eficaz no tratamento da esquizofrenia, mas prejudica os glóbulos brancos do sangue. Por isso, o uso desse fármaco exige a realização de exames semanais para verificar se a saúde do paciente não foi comprometida.

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Exames e diagnóstico da esquizofrenia

Não há um exame laboratorial que seja capaz de identificar a esquizofrenia. Por isso, o diagnóstico do distúrbio sempre ocorre por meio da análise clínica dos sintomas, bem como de uma entrevista detalhada com paciente e seus familiares.

Como os sintomas gerados pela doença podem ocorrer em outros distúrbios psicológicos, os médicos demoram um tempo maior para realizar o diagnóstico, para ter certeza que não se trata de um outro transtorno.

Manifestação em homens e mulheres

Esquizofrenia

A esquizofrenia atinge homens e mulheres na mesma proporção: para cada homem diagnosticado também há uma mulher com o problema. O que varia é a faixa de idade em que a doença aparece.

Nos homens, por exemplo, o distúrbio é mais comum por volta dos 25 anos. Já nas mulheres, a doença costuma se desenvolver na casa dos 30 anos e tem uma evolução menos grave.

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Quando procurar um médico?

Um psiquiatra ou psicólogo deve ser consultado quando identificados os seguintes sinais:

  • Apatia constante;
  • Perda de interesse por qualquer assunto;
  • Falta de expressão e emoção diante de situações tristes e felizes;
  • Quadros de alucinação e delírio (escuta de vozes que não existem);
  • Mania de perseguição.

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