Efeitos do álcool no cérebro – 3 principais danos causados

Você sabia que o álcool pode trazer muitos danos ao cérebro, bem como no corpo todo? Confira informações completas sobre os principais problemas gerados.

Tomar uma cervejinha é um costume arraigado no Brasil, em especial por causa do clima tropical. Seja em confraternizações, festas, baladas, ou mesmo no bar, o consumo de bebidas alcoólicas é bastante comum entre os brasileiros.

Porém, além da sensação de relaxamento e aparente bem-estar, o álcool também produz efeitos diversos no organismo, em especial no cérebro. E, caso seja consumido de maneira excessiva, poderá causar danos irreversíveis.

As bebidas alcoólicas, por mais leves que muitas delas sejam (em especial aquelas que possuem teor alcoólico inferior a 3% por litro), acabam entrando na corrente sanguínea muito rápido. Isso ocorre após o álcool ser absorvido pelo estômago e pelo duodeno, sendo, em seguida, despejado no fígado, que vai trabalhar ativamente para eliminar esse líquido estranho do corpo. E assim que a bebida alcança a corrente sanguínea, de lá para o cérebro é questão de minutos.

Vejamos, a seguir, o caminho percorrido pelo álcool no cérebro e como ele age.

álcool no cérebro

1 – Danos nos neurotransmissores

Assim que chega ao cérebro, o álcool já começa a agir nos neurotransmissores, que são responsáveis pelas trocas de mensagens entre as células do cérebro. Essa ação do álcool se dá especialmente em dois neurotransmissores importantes para o comportamento dos seres humanos: o ácido-aminobutírico (Gaba) e a serotonina.

Vale lembrar que os neurotransmissores são divididos em dois grupos, os excitatórios – que estimulam a atividade elétrica do cérebro – e os inibitórios – responsáveis por diminuir tal atividade. No caso do álcool, ele aumenta os efeitos no Gaba, que é um neurotransmissor inibitório. Isso faz com que a pessoa tenha movimentos lentos e comece a falar enrolado – sintomas comuns em indivíduos que estão alcoolizados.

Nesse meio tempo, o álcool inibe a ação do neurotransmissor excitatório, denominado glutamato. Isso faz com que a pessoa comece a ter algo como um retardamento fisiológico. Além disso, o sistema Gaba é responsável por controlar a ansiedade.

A junção dos efeitos no Gaba e no glutamato proporciona o relaxamento e a maior capacidade de interação com outras pessoas em uma festa ou balada, por exemplo. Isso porque, quanto mais Gaba é estimulada, menor é o autocontrole.

2 – Euforia provocada pelo aumento da serotonina no cérebro

Outro efeito causado pelo álcool no cérebro é o aumento da serotonina, conhecido como o hormônio da felicidade. Esse neurotransmissor ajuda a regular o prazer e o humor dos humanos. Ou seja, com mais serotonina, o indivíduo fica mais eufórico – o problema é que em algumas situações isso pode gerar comportamentos violentos.

Especialistas destacam que as alterações eletrofisiológicas, proporcionadas pelo álcool, foram verificadas na região do tálamo, um dos principais centros de organização do cérebro. A importância dessa região é que ela é a porta de entrada da sensibilidade, o que potencializa os efeitos em todo o corpo.

3 – Sonolenta ou agressividade

álcool efeitos no cérebro

Dependendo de quanto a pessoa ingerir de álcool, o relaxamento inicial, provocado pelas primeiras doses, pode levar à sonolência, com o avançar dos copos. É possível, ainda, que a pessoa fique até mais agressiva, ainda que não seja o comportamento usual.

Algo comum no consumo excessivo de álcool é o que os psiquiatras denominam como alterações morais, que podem ser bastante perniciosas para as pessoas. Entre as modificações no comportamento estão a exposição moral, o comportamento sexual de disco, a redução do julgamento crítico, a agressividade, a queda no desempenho motor, a labilidade no humor (varia da alegria para a tristeza), as mudanças no afeto e na fala e a baixa coordenação motora.

Outros efeitos decorrentes do abuso de álcool

O consumo frequente e excessivo de álcool pode trazer outras consequências ao organismo, entre elas: cirrose, diabetes, desenvolvimento de doenças autoimunes e depressão. Vale destacar que essa é a consequência natural de quem bebe muita bebida alcoólica. Se tudo começa com a sensação de relaxamento e, em seguida, vem a euforia, o passo seguinte costuma ser a depressão, que pode afetar cada vez mais a vida da pessoa, levando-a à dependência e a outros problemas de saúde.

Especialistas explicam que o poder destrutivo do álcool está em sua capacidade de danificar os tecidos adiposos, cobertos de gordura. A questão é que o cérebro é todo revestido por esse tipo de tecido, o que provoca a inflamação do órgão, devido aos ataques provocados pelas bebidas alcoólicas, deixando-o vulnerável. Portanto, se for beber, cuidado para não extrapolar! O seu cérebro agradece.

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