Dopamina – Funções, Efeitos no corpo, Níveis e Como aumentar

Sabia que a dopamina é responsável pela sensação de bem-estar e satisfação? Confira, aqui no Quero Viver Bem, informações completas sobre o assunto!

Conhecida como substância do prazer, a dopamina é um neurotransmissor. Sua fama é em função de sua ligação com o controle emocional e o sistema límbico, que promove a sensação de recompensa.

Além disso, a substância atua na percepção sensorial, muito importante quando estamos próximos de alguém que gostamos.

Por outro lado, também está ligada a doenças graves que acometem o ser humano, e estão no extremo oposto do prazer. Confira mais detalhes, abaixo, só aqui no Quero Viver Bem!

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O que é a dopamina?

A dopamina ou apenas DA é um neurotransmissor produzido no cérebro humano que faz parte da família das catecolaminas, um composto orgânico que contém nitrogênio.

Ela é liberada durante uma sinapse, uma transmissão nervosa e precursora dos hormônios epinefrina e norepinefrina.

Sua fórmula molecular é C8H11NO2, chamado de 3,4-dihidroxi-feniletanamina, e sua fórmula estrutural é:

Dopamina

Funções da dopamina

Há quatro regiões distintas no cérebro que liberam dopamina no organismo.

Cada uma destas regiões possui funções específicas, como controle do movimento, regulação do humor e da ansiedade, estímulo do aprendizado, raciocínio e memória, controle do apetite e do sono.

Efeitos no corpo

Dopamina

Como a dopamina está relacionada às nossas emoções e ao humor, ela é conhecida como “mediadora do prazer”. Em geral, níveis altos de dopamina nos fazem se sentir bem.

Ela é produzida sempre que passamos por momentos bons ou desejados. E quando em alta quantidade, é depositada em pequenas vesículas nos terminais de alguns neurônios.

Assim que a dopamina chega ao córtex cerebral, os impulsos nervosos se transformam na sensação de bem-estar e satisfação.

Por outro lado, a falta deste neurotransmissor leva a doenças bastante graves.

Níveis altos e baixos

O exame para detectar os níveis de dopamina no sangue é chamado de catecolaminas livres. As catecolaminas formam o grupo no qual pertencem também a adrenalina, epinefrina e norepinefrina.

No entanto, não é possível mensurar com certeza quando o nível está baixo ou alto. O mais importante para fazer o diagnóstico correto é avaliar os sintomas apresentados pelo paciente e seu histórico médico.

Sintomas da deficiência de dopamina

A diminuição da dopamina leva a quadros de Doença de Parkinson, depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar.

O vício em anfetamina e cocaína também são responsáveis por diminuir os níveis de dopamina no indivíduo. Pessoas que seguem uma dieta rica em açúcar e/ou gorduras saturadas também podem ter os níveis deste neurotransmissor mais baixo, em função da falta de proteína que ajuda a formar a dopamina.

Portadores da doença de Parkinson podem apresentar: tremor, rigidez e instabilidade na postura.

Diminuição nos níveis de dopamina em função de outros problemas causam os sintomas de:

  • Espasmos;
  • Câimbras musculares;
  • Dores na cabeça e no corpo;
  • Falta de equilíbrio;
  • Dificuldade em evacuar;
  • Mastigar ou engolir;
  • Problemas de sono;
  • Falta de energia, de concentração e de motivação;
  • Tristeza;
  • Mudanças de humor repentinas.

Pessoas acometidas podem também apresentar falta de libido, alucinações, ansiedade e perda ou ganho de peso. 

Como aumentar a dopamina?

Dopamina

A maioria das doenças causadas pela falta de dopamina que mencionamos acima irão necessitar de acompanhamento médico e de medicamentos, como antidepressivos e estabilizadores de humor.

No entanto, para pessoas que apenas desejam obter os benefícios da presença deste neurotransmissor no organismo, como a sensação de bem-estar, é possível aumentar seu nível com pequenas atitudes, por exemplo:

  • Ingerir mais proteína;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Comer chocolate;
  • Praticar esportes radicais;
  • Meditar;
  • Fazer sexo.

De forma geral, comer alimentos ricos em tirosina também libera dopamina no organismo, pois promove sensação de relaxamento. É o caso de frutas como o abacate e a banana; vegetais como a couve e o brócolis; sementes e outras oleaginosas; carnes em geral; e cogumelos.

O que a dopamina tem a ver com a busca por esportes radicais?

Principalmente adolescentes e jovens adultos possuem maior tendência em fazer atividades com mais emoção – as radicais, como dizemos –, jogar jogos de videogame tidos como mais violentos, ou ainda dirigir em alta velocidade.

Isto se deve ao fato de que, quando passamos de criança para jovens, começamos a perder receptores de dopamina. E como ela é responsável pela sensação de prazer e de motivação nos seres humanos, os adolescentes tendem a buscar por estas sensações novamente. É por isso que adolescentes costumam se entediar com facilidade.


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