Doença celíaca em crianças: sintomas, exame e tratamento

Veja aqui quais são os principais sintomas da doença celíaca, quais são os cuidados necessários, tratamentos que devem ser tomados e muito mais.

Uma doença autoimune, relativamente nova, é a doença celíaca, que, nem sempre é lembrada. Ela está presente, principalmente quando crianças possuem sintomas recorrentes de diarreia, infecção intestinal, barriga inchada e desnutrição.

Erroneamente confundida como alergia ao glúten, ela é uma condição crônica e não possui cura, sendo que a pessoa que tem a doença é chamada de celíaco(a), tendo que aderir a uma dieta zero glúten para o resto da vida.

As principais causas da doença celíaca

Doença celíaca em crianças: sintomas, exame e tratamento

Uma das principais causas da doença celíaca é a genética. Como a Doutora Kiatkoski explica, a criança nasce com os anticorpos  contra o glúten já produzidos pelo organismo. Os primeiros sintomas começam a aparecer quando a introdução alimentar é feita, gerando os sinais da doença.

Quando essa proteína não é processada pelo estômago corretamente, há uma ação automática do organismo, que ataca essas moléculas, gerando algumas lesões no intestino. Quando em um nível mais avançado, infecções gastrointestinais tornam-se recorrentes.

É um erro falar que a doença celíaca possui fator de risco, isso porque a pessoa precisa ter o porte do gene celíaco, desencadeando o processo autoimune.

Sintomas comuns

Uma das características que tornam a identificação da doença celíaca complicada é o fato de ela ter até 200 sintomas possíveis, de modo que pode ser facilmente confundida com outras doenças associadas ao sistema digestivo.

Alguns dos sintomas mais comuns são:

  • Acúmulo de gases;
  • Anemia;
  • Lesões na pele;
  • Dificuldade de crescimento em crianças;
  • Barriga estufada;
  • Problemas de fertilidade;
  • Braços e pernas finas, por conta da perda muscular;
  • Queda de cabelo;
  • Dores estomacais.

Além disso, é válido lembrar que existem crianças que nem sempre vão apresentar os sintomas da doença, como a própria Doutora Kiatkoski frisa. Nesse caso, é chamada de assintomática, geralmente descoberta por acaso.

Muitas vezes, os pacientes sabem que há algo errado com o corpo, porém não sentem nenhuma mudança. Os maiores casos de assintomática são descobertos quando acontece o rastreamento genético, já que a doença celíaca é passada de forma hereditária.

O exame da doença

Doença celíaca em crianças: sintomas, exame e tratamento

Quando se desconfia que a doença é a causa dos desconfortos (ou não), é feito um exame de sangue específico, a fim de identificar a doença celíaca. Para finalizar, é comumente feita uma biópsia do intestino delgado, por meio de endoscopia.

A doutora ainda destaca que, antigamente, a doença era dificilmente identificada, por conta da raridade do exame da endoscopia – algo que hoje é feito diariamente em qualquer hospital brasileiro. Segundo a Revista Superinteressante, o número de pacientes diagnosticados com a doença celíaca teve um aumento de 50%, entre os anos de 1997 e 2013.

Conforme explica a doutora, esse número aumentou devido aos convênios, que já fazem os testes genéticos, a endoscopia e todos os tratamentos necessários para o diagnóstico.

Tratamento mais indicado

Se você possui doença celíaca, é indicado ficar de olho nos seus filhos ou parentes mais próximos e também aos sintomas comuns da doença. 

O tratamento é feito por meio de uma dieta zero glúten. Com o corte dos alimentos com glúten na alimentação, o organismo pode levar até dois anos para recuperar-se dos danos causados pela doença, conforme a Doutora Kiatkoski conta.

Outro problema que a família e/ou o paciente não costumam levar a sério é a contaminação cruzada, ou seja, o contato de glúten indireto na alimentação dos celíacos, seja por meio de panelas, talheres, margarina utilizada por alguém que a passou no pão com glúten e outras formas indiretas de contaminação.

A professora Evary Elis conta que, quando descobriu que sua filha, Luiza, de 10 anos, era portadora da doença celíaca, chegou a ter duas cozinhas dentro de casa, tudo pela prevenção do contágio cruzado. Porém, procurando o conforto e a praticidade, a família inteira tornou-se adepta ao zero glúten.


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