Diverticulite – Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

A diverticulite é uma condição aguda, em que há infecção dos divertículos, os quais se formam a partir de protrusões da parede do intestino grosso.

Embora seja mais frequente em idosos, a doença também pode acometer jovens e ser facilmente confundida com outras doenças, como a apendicite.

A seguir, saiba como os divertículos ocorrem, quais sintomas se manifestam e o que é preciso ser feito, só aqui no Quero Viver Bem!

Diverticulite

 

Como surge a diverticulite?

A diverticulite é uma consequência da infecção dos divertículos. Mas, o que seriam os divertículos?

Estas projeções não estão presentes no intestino “normal”, mas podem ocorrer com frequência e não manifestar sintomas.

Encare o intestino grosso como um tubo, formado por uma parede que contém mucosas e músculos. Por algumas razões, a parede deste tubo se projeta para fora, formando os divertículos. Pode-se, também, ter a presença de pseudodivertículos (“falsos”), em que não há protrusão total da parede.

Como os divertículos são projeções do tubo, é de se esperar que algum conteúdo ali se acumule. Quando ocorre obstrução, pode haver inflamação e/ou infecção, desencadeando uma série de sintomas no indivíduo.

Causas da diverticulite

Existem os chamados fatores de risco para o desenvolvimento dos divertículos, dentre eles:

  • Idade: como dito, sabe-se que os idosos são mais frequentemente atingidos pelos divertículos. Isso ocorre, pois o intestino tende a ser mais frágil, o que facilita a formação destas projeções;
  • Intestino preso: a constipação, ao longo da vida, é um fator de risco para os divertículos, pois o músculo precisa estirar para armazenar o conteúdo fecal, tornando-se frágil;
  • Dieta pobre em fibras: as fibras fazem parte do bolo fecal, e facilitam o trânsito pelo intestino. Quando elas não estão presentes na dieta, podem causar a constipação e, assim, aumentar a chance de divertículos.

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Principais sintomas

Diverticulite

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Em um primeiro momento, deve-se destacar que a presença de divertículos e a diverticulite são duas coisas distintas!

A diverticulose (presença de divertículos) pode não causar sintoma algum, e, muitas vezes, o indivíduo nem sabe da sua existência.

quando ocorre a inflamação destes divertículos, é que se chama de diverticulite, e o paciente apresenta alguns sintomas. Dentre eles estão:

  • Dor: a queixa de dor é frequente e ocorre na parte inferior do abdome;
  • Febre e mal-estar: a febre indica a presença de infecção e deve sempre ser relatada ao médico. Juntamente, é comum a sensação de mal-estar e vontade de permanecer deitado;
  • Inchaço abdominal: o fato de a barriga estar inchada é um importante indicativo de diverticulite, principalmente quando associada à constipação e eliminação de gases;
  • Náuseas e vômitos: podem estar presentes devido à infecção, como também à obstrução intestinal, embora esta última seja mais rara.

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Diagnóstico

Quando o paciente sentir os sintomas, ele deverá buscar um médico. Depois da avaliação pelo exame físico e pelos questionamentos, o profissional irá solicitar exames.

A ultrassonografia, às vezes, é o primeiro exame feito, devido à sua facilidade e aos bons resultados obtidos. Por ele, é possível identificar a presença de infecção nos divertículos, se houver.

A tomografia computadorizada do abdômen é a melhor forma de ver os divertículos, bem como definir estratégias para a cirurgia (quando for necessária).

Exames laboratoriais também podem ser solicitados para avaliar o impacto da infecção no organismo.

diverticulite

Tratamentos e cuidados necessários

A diverticulite aguda deve ser analisada individualmente, visto que cada paciente pode reagir de uma maneira.

Em geral, em um primeiro momento, não se recomenda a cirurgia. O paciente deve fazer uso de antibióticos, repousar, tomar muita água e controlar a dor com medicamentos. Se assim mesmo os sintomas não passarem e a infecção não for controlada, indica-se a cirurgia.

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Existem também alguns casos especiais que exigem intervenção cirúrgica imediata, que são: perfuração intestinal, obstrução, formação de abscessos e fístulas.

Diversas são as técnicas cirúrgicas que podem ser empregadas, e a decisão do paciente pelo melhor tratamento deve ser feita juntamente ao especialista.


Referências utilizadas neste conteúdo:

http://www.worldgastroenterology.org/UserFiles/file/guidelines/diverticular-disease-portuguese-2007.pdf

https://cbcsp.org.br/wp-content/uploads/2016/aulas/Diverticulite.pdf

Doença diverticular dos cólons e diverticulite aguda: o que o clínico deve saber - Rev Med Minas Gerais 2013; 23(4): 490-496


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