Distúrbios Alimentares – Sintomas, Causas e Doenças causadas

Quem nunca se sentiu insatisfeito com a própria aparência que atire a primeira pedra! Anorexia, Bulimia, Hipergrafia, Ortorexia, Vigorexia e Transtorno da Compulsão Alimentar são apenas alguns dos termos médicos para os diferentes tipos de distúrbios alimentares.

Os distúrbios alimentares são um conjunto de doenças, geralmente ligadas a questões psicológicas, que levam à compulsão alimentar, tanto com hábitos extremamente saudáveis para ganho de massa muscular, quanto por hábitos irregulares para perda de peso, como provocar vômito, usar laxantes ou diuréticos para eliminar os alimentos ingeridos.

Segundo os dados informados pela Associação Americana de Psiquiatria, cerca de 1% da população mundial, aproximadamente 75 milhões de pessoas, são acometidas com algum tipo de transtorno alimentar.

Eles são muito comuns na adolescência devido à influência de hormônios e de questões sociais que se intensificam, como a pressão social pelo corpo perfeito ou a influência midiática sobre a necessidade de inclusão em um padrão.

Tipos de distúrbios alimentares

Anorexia

Um dos distúrbios mais conhecidos é a anorexia nervosa, na qual a pessoa enxerga-se com peso em desacordo com o real – acima do peso ainda que esteja ideal ou abaixo dele. O anoréxico geralmente faz uso indiscriminado de laxantes, diuréticos ou exercícios físicos exagerados,a fim de eliminar os alimentos que consumiu e, assim, não ganhar peso.

Segundo o Centro Nacional de Informações sobre Transtornos Alimentares do Canadá, o caso de mortes por anorexia entre mulheres de 15 a 24 anos é maior que qualquer outra faixa, disputando apenas com a depressão.

Sintomas:

  • Preocupação em não ganhar peso;
  • Distorção da imagem corporal;
  • Gastrite;
  • Anemia;
  • Peso extremamente baixo;
  • Descamação e pele seca.

anorexia disturbio alimentar

Tratamento:

Para o tratamento da anorexia, é de suma importância o apoio familiar, a compreensão do que é a doença e como ela pode afetar, não apenas o paciente, mas toda a família, além de acompanhamento psicológico e nutricional.

Bulimia nervosa

Já a bulimia nervosa tem como principais características o vômito forçado, jejum, uso de diuréticos e laxantes, além de exercícios físicos em excesso. Apesar de muito parecido com a anorexia, o bulímico costuma manter um peso ideal considerado saudável pelo Índice de Massa Corporal (IMC), demonstra vergonha por suas ações e pratica-as em segredo.

Sintomas:

  • Inflamação e dores de garganta;
  • Desconforto e irritação intestinal ocasionados pelo uso de laxantes;
  • Problemas nas glândulas salivares, como inchaço na mandíbula e no pescoço;
  • Desidratação;
  • O tratamento da bulimia deve ser acompanhado por psicólogos ou psiquiatras e nutricionistas, além do apoio familiar.

disturbio alimentar bulimia

Compulsão Alimentar

Quem sofre com transtorno de compulsão alimentar experimenta períodos de descontrole sobre o consumo de alimentos. É comum em pessoas com sobrepeso ou obesidade e costuma ser seguido por sentimentos como angústia, culpa e vergonha pelo excesso de comida ingerida.
Assim como os outros distúrbios, deve ser acompanhado por profissionais da saúde e pela família.

Ortorexia Nervosa

Transtorno que leva a pessoa a adotar hábitos extremamente saudáveis, eliminando de sua dieta todos os alimentos com agrotóxicos, produtos químicos ou aditivos. Geralmente causado pela insatisfação com o corpo, essa doença priva a pessoa de alimentos importantes para sua alimentação e saúde.

Sintomas:

  • Perda de peso excessiva;
  • Anemia;
  • Resistência à ajuda profissional de nutricionistas;
  • Dieta restritiva;
  • Isolamento social.

Alotriofagia

A alotriofagia ou síndrome de pica, como é popularmente conhecida, consiste no desejo de comer substâncias não nutritivas, sendo muito comum em crianças ou gestantes. É considerada um transtorno mental que leva à substituição de alimentos saudáveis por cimento, tijolo, carvão, batom, entre outras substâncias.

A ingestão destes componentes pode levar à intoxicação ou ao prejuízo no desenvolvimento físico e mental, devendo ser acompanhado por psicólogos, nutricionistas ou clínicos.

Vigorexia

A vigorexia assemelha-se bastante à anorexia nervosa, tendo como principal diferença que o paciente se autodiagnostica como fraco, dando assim preferência a alimentos que proporcionam aumento da massa muscular. Ela é mais comum em homens e costuma ser acompanhada de exercícios físicos em excesso, a fim de tonificar o corpo.

Sintomas:

  • Métodos extremos de treinamento físico;
  • Uso de esteroides;
  • Dietas rigorosas;
  • Preocupação excessiva com o corpo.

Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP)

Comum em pessoas que se submeteram à cirurgia bariátrica, esse transtorno é caracterizado pelo consumo excessivo de alimentos em períodos de tempo demarcados, geralmente a cada duas horas.

Sintomas:

  • Ingestão rápida dos alimentos;
  • Descontrole sobre os alimentos e as quantidades consumidas;
  • Baixa autoestima;
  • Angústia;
  • Colesterol acima da média;

Os pacientes com TACP devem buscar auxílio profissional para entender os motivos que levam à ingestão compulsória de alimentos e buscar acompanhamento psicológico e nutricional.

Transtornos de Ansiedade

Uma pessoa ansiosa pode desenvolver sérios distúrbios alimentares, já que a compensação e a culpa fundem-se em um conturbado ciclo compulsivo. O surgimento de tais desordens originadas no campo psíquico reflete-se na saúde, cujo ser humano constantemente se vê aprisionado em estereótipos definidos, seja pelo marketing ou por crenças radicadas em sua construção como indivíduo.

Para alguns casos não há cura, entretanto há uma sequência de tratamentos que podem auxiliar no controle dos transtornos alimentares bem como suas consequências. Os profissionais da saúde aconselham um acompanhamento em equipe, em que o desenvolvimento de diversas atividades em unidade propiciará melhores condições de conviver com suas emoções.

transtorno alimentar ansiedade

Obesidade e Sobrepeso

O sobrepeso e a obesidade são fatores desencadeados pelo consumo desenfreado de alimentos. Com eles, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e pressão arterial elevada aumenta consideravelmente.

O lado sentimental também deve ser levado em consideração, pois geram culpa, angústia e vergonha frente à situação. Para um tratamento com bons resultados, o diagnóstico precoce é o primeiro passo. Pedir ajuda e reconhecer que precisa de tratamento são passos decisivos para a cura.

Adolescentes e Mulheres

Mulheres têm mais propensão de desenvolverem distúrbios alimentares do que homens. A estatística diz que para cada homem com anorexia, outras nove mulheres sofrem com o transtorno. A explicação mais aceita para isso está nos rígidos padrões de beleza impostos às mulheres: a pressão para ter um “corpo perfeito” é muito maior para ela que para eles.

As mulheres também sofrem mais com a bulimia, mas não se sabe se isso decorre do transtorno ser pouco diagnosticado em homens. Já o transtorno da compulsão alimentar periódica é mais “democrático” e atinge, em média, um homem a cada duas mulheres.

Como identificar?

Como não há exame médico que diagnostique o transtorno alimentar, é necessário estar atento aos indícios, como alteração comportamental, oscilações de peso, preocupação excessiva com a quantidade de calorias ingeridas, insatisfação com o próprio corpo, prática excessiva de atividades físicas e refeições em horários irregulares. Caso estes sintomas sejam identificados, é necessário buscar auxílio médico.

Encontrar alguém ou estar nessas condições não é fácil. Buscar ajuda, aceitar-se como tal e reconhecer que existe um problema a ser tratado é ir de encontro a uma vida feliz. Um psicólogo deverá ajudar o paciente a compreender os gatilhos que levam às distorções de imagem e à dificuldade em manter uma dieta equilibrada e saudável.

Prevenção na adolescência

Evitar os transtornos e distúrbios alimentares requer uma cadeia de cuidados e atitudes que vão desde o convívio familiar saudável até o desenvolvimento da autoestima e do senso crítico, capacidades indispensáveis para o fortalecimento emocional dos indivíduos, sobretudo os mais jovens. Desta forma, as redes sociais e a sociedade como um todo assistirão ao florescimento de pessoas mais felizes do que saradas.


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