Conjuntivite – O que é? Causas, Tipos, Sintomas e Tratamento

A conjuntivite é uma inflamação que ocorre nos olhos e afeta muitas pessoas no dia a dia. Esse problema, porém, costuma surgir mais no verão, devido especialmente à umidade e ao excesso de calor, característicos dessa época do ano.

A conjuntivite causa uma inflamação na região da conjuntiva – membrana externa transparente, que cobre todo o globo ocular (de nome esclera, que nada mais é do que a parte branca do olho) e também a parte interna da pálpebra. Em geral, a conjuntivite pode ser aguda ou crônica e afetar um ou os dois olhos. Seu tempo de duração pode variar entre uma semana e 15 dias, sem deixar sequelas.

conjuntivite

Causas e sintomas da conjuntivite

A conjuntivite pode ocorrer devido a reações alérgicas a poluentes, ou mesmo a substâncias irritantes, tais como poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza, maquiagem, entre outros. Uma das mais comuns é a denominada conjuntivite primaveril, também conhecida como febre do feno, que costuma afetar as pessoas pelo pólen espalhado no ar.

A conjuntivite também acontece pelo contato com bactérias e vírus, como veremos a seguir. Nesses casos, a doença poderá ser contagiosa e também transmitida pelo contato direto com os olhos, com a secreção ou mesmo com objetos contaminados.

Há uma série de sintomas que são marcantes da conjuntivite. O mais comum é a vermelhidão nos olhos. Confira os demais sintomas do problema, abaixo:

  • Olhos lacrimejantes;
  • Pálpebras inchadas;
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
  • Coceira intensa;
  • Fotofobia (dor nos olhos ao entrar em contato com a luz);
  • Visão borrada;
  • Pálpebras grudadas ao acordar;
  • Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana);
  • Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral).

Tipos de conjuntivite

três tipos principais de conjuntivite, os quais conheceremos agora:

Infecciosa

Essa é a conjuntivite mais comum, além de ser contagiosa, podendo transmitir o problema pelo ar ou a partir do contato com o local infectado. Ela pode, ainda, ser dividida em outros tipos, como viral (transmitida pelo adenovírus por espirro e pelo contato com as secreções do olho afetado), bacteriana (menos comum, mais perigosa e transmitida pelo contato com o local contaminado) e fúngica (rara, ocorre quando o indivíduo machuca os olhos com madeira e pode afetar a visão).

Alérgica

Decorrente, em especial, da alergia por ácaro e pólen, não é contagiosa. Há quatro formas desse tipo de conjuntivite: sazonal (relacionada à asma ou à rinite), ceratoconjuntivite atópica (associada à dermatite atópica), conjuntivite primaveril e conjuntivite papilar gigante (associada, em geral, ao uso de lentes de contato).

Tóxica

Essa surge quando os olhos entram em contato com algum produto químico – casos de shampoos, produtos de limpeza, inseticidas ou venenos agrícolas. Muito rara, essa conjuntivite é perigosa e, se não tratada, traz sérias complicações à visão.

Para diferenciar os tipos diferentes de conjuntivite, é melhor prestar atenção às formas de contágio, afinal, os sintomas são muito parecidos. Além disso, é muito importante procurar um especialista para ele indicar o melhor tratamento para você. Quanto mais cedo começar o tratamento, menores são as chances de quaisquer complicações.

Tratamento para a conjuntivite

tratamento conjuntivite

Em geral, a conjuntivite tem cura e o tratamento indicado vai depender da causa da doença. Ou seja, caso seja decorrência de um vírus, não há medicamento indicado, sendo a melhor saída tratar os sintomas. Na conjuntivite bacteriana, o tratamento reúne colírios antibióticos prescritos por especialista – lembre-se, nunca aplique qualquer colírio, caso contrário, poderá agravar o quadro.

No caso da conjuntivite alérgica, é necessário saber se esse é um problema crônico e recorrente e quais medidas deverão ser tomadas para reduzir a frequência dessas crises. Entre as indicações de prevenção estão:

  • Não coçar os olhos;
  • Evitar o acúmulo de pó em cortinas, carpetes, bichos de pelúcia, etc.;
  • Varrer a casa com a ajuda de pano úmido, para não levantar poeira;
  • Fazer compressas geladas, sempre que tiver o problema, pois isso alivia bastante os sintomas alérgicos.

Alguns cuidados específicos contribuem para controlar o contágio e a evolução do problema, como trocar as toalhas do banheiro e as fronhas, não compartilhar produtos de beleza, evitar aglomerações e suspender o uso das lentes de contato (se for o caso).

[CONFIRA TAMBÉM: CUIDADOS COM LENTES DE CONTATO]

Qualquer que seja a situação, é fundamental lavar os olhos com frequência e fazer compressas com água gelada filtrada, desde que esta tenha sido fervida antes de ir à geladeira. Outra dica é usar soro fisiológico, que pode ser adquirido em farmácias ou postos de saúde.


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