Como funciona a cirurgia bariátrica: quem pode fazer e mais

A cirurgia bariátrica é um procedimento de redução do estômago como uma forma de tratamento da obesidade. Veja aqui o processo comum, como funciona, quais os pré requisitos necessários e cuidados.

A cirurgia bariátrica é um procedimento de redução do estômago, como uma forma de tratamento da obesidade. Algumas pessoas precisam passar por essa intervenção cirúrgica, quando o emagrecimento não acontece somente com o controle da alimentação e fazendo atividades físicas.

Antes de realizar a cirurgia, a pessoa passa por vários exames, a fim de ter aprovação médica, para a redução do estômago. Normalmente, as pessoas que realizam essa cirurgia são as que estão em um nível de massa corporal superior a 40.

Quem pode fazer?

Como funciona a cirurgia bariátrica: quem pode fazer e mais.

O paciente que passa pela cirurgia bariátrica percebe, em pouco tempo, os seus benefícios. Após o procedimento, além da perda de peso, a pessoa terá diminuído o seu risco de mortalidade e as chances de desenvolvimento de doenças, como hipertensão e diabetes, que, normalmente, são causadas pela obesidade, incluindo o aumento da longevidade e qualidade de vida.

O paciente precisa passar por exames e análises, antes de ter aprovação para fazer a cirurgia de redução do estômago. Os três critérios para passar pelo procedimento são tempo da doença, índice de massa corpórea (IMC) e idade.

Para quem está com o IMC entre 35 e 40 kg/m², precisa ter presença de comorbidades. Para quem tem mais de 40kg/m², isso não é necessário. Já os que apresentam IMC entre 30 e 35 kg/m² também precisará apresentar comorbidades, cabendo a um médico especialista da área a classificação da gravidade em seu relatório.

No processo médico, o paciente desse caso também precisa de uma conclusão de intratabilidade clínica da obesidade, por um endocrinologista. A idade também é um fator que conta para a aprovação da intervenção cirúrgica. Para quem tem mais de 65 anos, o grupo de médicos consultados irá avaliar cada caso em específico, para ver os riscos do procedimento, os ganhos com o emagrecimento, a expectativa de vida daquela pessoa e a presença dos critérios citados acima.

Para pacientes abaixo de 16 anos, o caso é parecido. O grupo de médicos avaliará e dará um parecer para a aprovação, ou não, da cirurgia. Para isso, é preciso ter um consenso entre os médicos e uma autorização do responsável legal do adolescente. O mesmo vale para pessoas entre 16 e 18 anos. Para as demais idades não há restrições.

Contraindicações

Pacientes sem apoio familiar e com limitação intelectual, com algum transtorno psicológico ou psiquiátrico, que não esteja controlado ou com doenças genéticas, são contraindicados para a realização da cirurgia de diminuição da obesidade.

Como é feito o procedimento

Existem 5 tipos de cirurgias bariátricas aprovadas pelo Conselho Nacional de Medicina. São eles: Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico, Banda Gástrica, Duodenal Switch e Gastroplastia Endoscópica.

A Gastrectomia Vertical é um procedimento que retira dois terços do estômago, tornando-o mais longo e fino, sendo que a parte retirada é a que produz a grelina, incentivador de apetite. A pessoa vai ficar um tempo sem fome, mas depois o organismo começará a produzir o hormônio em outro local. Essa opção é irreversível e o paciente perderá, em média, 25% da sua massa gordurosa do corpo.

O Bypass Gástrico divide o estômago em dois, sendo que a menor parte é ligada ao intestino delgado e a outra fica em isolamento. A comida entra pela parte pequena do estômago, que vai caber apenas 50 mililitros de algum alimento. Esse procedimento é reversível e a perda de peso gira em torno de 40%.

Como funciona a cirurgia bariátrica: quem pode fazer e mais.

A Banda Gástrica é feita com um anel de silicone, que pode inflar. Esse anel é colocado na parte superior do estômago, para impedir que entre muita comida por ali, ou seja, a pessoa só vai conseguir comer pouco. O cirurgião introduz o anel e depois ajusta-o, por meio de um dispositivo. A cirurgia é reversível e a perda é de 25%, mas com altas taxas de ganhos de peso novamente.

O procedimento Duodenal Switch é mais invasivo, sendo feito em casos mais extremos. O cirurgião retira dois terços do estômago e faz um desvio do intestino delgado. A perda de peso é alta, cerca de 40% a 45%, sendo uma cirurgia irreversível.

Por último, temos a Gastroplastia Endoscópica, que chegou há pouco tempo no mercado, sendo indicada para os menos obesos. O estômago passa por um procedimento de costura, para ficar mais fino e receber menos alimentos. A perda é de 20%, sendo irreversível.

Cuidados posteriores e anteriores

Antes de realizar a cirurgia, o paciente precisa tomar alguns cuidados importantes. As pessoas que irão fazer o procedimento precisam esforçar-se, para perder uma parte de peso e obter melhores resultados na anestesia geral e na operação em si.

Após a operação, o paciente precisa continuar cuidando de sua saúde. É preciso fazer atividades físicas regulares e tomar vitaminas. A intervenção também pode dar alguns efeitos colaterais e, caso isso aconteça, o paciente deverá reduzir o consumo de carboidratos, comer mais vezes ao dia, em menos quantidades, e evitar líquidos no momento das refeições.


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