Cobre – O que é? Benefícios, Tabela nutricional e Deficiências no corpo

Você sabe o que é o cobre e quais os benefícios dele para o corpo humano? Confira tudo a respeito, só aqui no Quero Viver Bem!

Não tão famoso quanto outros elementos necessários para o funcionamento do organismo, o cobre é classificado como microelemento ou elemento traço, pois está presente em quantidades relativamente pequenas no corpo humano e em outros animais. Na tabela periódica, seu símbolo é o Cu (que vem do latim, cuprum).

Dentre os minerais, ele é o terceiro mais abundante e é chamado de nutriente essencial, ou seja, não pode ser sintetizado pelo organismo, mas é indispensável. Assim, sua ingestão deve ser realizada por meio de uma dieta balanceada.

O estudo sobre o cobre foi iniciado em 1816, por Buncholz, mas a prova de sua essencialidade ao corpo humano só foi provada em 1928, por Hart et al. Esses autores demonstraram que ratos ficavam anêmicos e não reagiam à suplementação de ferro se não fossem também supridos de cobre.

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Benefícios do cobre

Apesar de sua baixa concentração no organismo, o cobre apresenta funções importantes relacionadas às atividades enzimáticas e à produção celular.

Atua no metabolismo do ferro

O cobre atua na metabolização do ferro, por meio de enzimas que são dependentes de cobre para serem sintetizadas. Além disso, ele atua na produção de hemoglobina e glóbulos vermelhos, que são essenciais para o transporte de ferro e oxigênio no sangue.

Defende contra radicais livres e previne o envelhecimento

O cobre se liga a substâncias que protegem os componentes celulares dos radicais livres e da oxidação. Por isso, são importantes para combater o envelhecimento.

Sintetiza proteínas

O cobre é essencial para realizar a síntese de enzimas necessárias ao bom funcionamento metabólico. Podemos citar, por exemplo, a formação da elastina e do colágeno, necessária para a produção de melanina e estruturação de vasos sanguíneos.

Faz bem para o sistema nervoso

O cobre atua na produção de enzimas responsáveis pela formação da serotonina, norepinefrina, tiramina e dopamina, que são neurotransmissores. Sendo assim, esse micronutriente é um dos responsáveis pela neurotransmissão normal. Além disso, é integrante da formação e manutenção da mielina que formará as bainhas que protegem as células nervosas.

Tabela nutricional

Cobre

Os alimentos que apresentam maiores quantidades deste nutriente são leguminosas, nozes, carnes e frutos do mar. Confira as quantidades em porções de 100 gramas:

  • Leite humano: 0,25mg/L;
  • Frutos do mar: 4,80 – 5,80 mg;
  • Cordeiro: 9,9 mg;
  • Nozes: 1,23 – 3,90 mg;
  • Leguminosas: 1,02 mg.

Possíveis riscos da deficiência da ingestão de cobre

A deficiência de cobre pode ser adquirida ou hereditária. Sua carência é geralmente documentada em duas situações: recém-nascidos prematuros e pacientes que estão sendo nutridos por via endovenosa.

As consequências associadas a esses casos são anemia e neutropenia (diminuição de neutrófilos, células de defesa no sangue). Além disso, a deficiência pode ocorrer em casos de cirurgia gástrica, ingestão excessiva de zinco e má-absorção de nutrientes.

Outros riscos associados a esse quadro são a diminuição no uso do ferro, a baixa ferritina, a leucopenia (baixo número de leucócitos, outras células de defesa do sangue), a osteopenia (baixo nível de cálcio), as arritmias, o aumento nos níveis de colesterol LDL (ruim) e a diminuição do colesterol HDL (bom) e outros.

Como diagnosticar a deficiência

O diagnóstico da deficiência de cobre pode ser difícil já que os sintomas são confundidos com outros problemas de saúde. Geralmente, a deficiência está ligada também à deficiência em vitamina B12, provocando os mesmos sintomas.

Mas, a avaliação médica e os exames de sangue podem detectar baixos níveis de cobre e ceruloplasmina (proteína transportadora desse nutriente). O nível usado para diagnosticar a deficiência é para valores menores que 70 μg/dL. No entanto, nem mesmo esses exames são sensíveis e específicos o suficiente para a detecção.

Tratamento

O diagnóstico precoce é fundamental para se obter bons resultados.  O corpo humano precisa de quantidades vestigiais de cobre, aproximadamente 100 mg, e seu consumo diário deve ser de, aproximadamente, 1,3 mg, dependendo da idade e do gênero.

Deve-se identificar a causa que resultou em carência de cobre para poder ser tratada. Pode-se também implementar a suplementação ou injeção de cobre nos pacientes.

Outras informações

O contrário da deficiência de cobre também pode ocorrer. Mesmo raro, pois alimentos não contêm quantidades excessivas do elemento, a super suplementação pode danificar rins.

Outros casos são causados por um distúrbio genético conhecido como doença de Wilson. Suas manifestações são resultado de defeito no metabolismo de cobre, levando ao seu acúmulo.


Este texto foi revisado pelo Profissional: Thais Karpowiski (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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