Quais são as causas do mal de Alzheimer? Veja aqui.

A doença de Alzheimer é um tipo de síndrome demencial, que causa degeneração progressiva dos neurônios do cérebro e comprometimento das suas funções cognitivas, como memória, atenção, linguagem, orientação, percepção, raciocínio e pensamento.

Existem algumas hipóteses que tentam demonstrar o que provoca esta doença, e que explicam muitos dos sintomas que surgem ao longo do seu desenvolvimento, mas se sabe que o Alzheimer está relacionado à junção de várias causas, que incluem genética e outros fatores de risco, como envelhecimento, sedentarismo, traumatismo craniano e tabagismo.

Assim, principais possíveis causas para a doença Alzheimer são:

Genética

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Foram demonstradas alterações em alguns genes, que influenciam no funcionamento do cérebro, como APP, apoE, PSEN1 e PSEN2, que parecem estar relacionados com lesões nos neurônios, levando à doença de Alzheimer, mas ainda não se sabe exatamente o que determina as alterações.

Apesar disso, menos da metade dos casos desta doença são de causa hereditária, ou seja, é passado pelos pais ou avós – o chamado Alzheimer familiar, que acontece em pessoas mais jovens, entre 40 a 50 anos, tendo uma piora muito rápida. As pessoas afetadas por essa variação do Alzheimer têm 50 % de chance de transmitir a doença para os filhos.

O tipo mais comum, entretanto, é o Alzheimer esporádico, que não tem relação com a família, acontecendo em pessoas acima dos 60 anos, mas ainda há dificuldades para encontrar a causa desta condição.

Acúmulo de proteínas no cérebro

Observou-se que pessoas com a doença de Alzheimer têm um acúmulo anormal de proteínas, chamadas proteína Beta-amiloide e proteína Tau, que causam inflamação, desorganização e destruição das células neuronais, principalmente nas regiões do cérebro chamadas de hipocampo e córtex.

Sabe-se que estas alterações são influenciadas pelos genes que foram citados, entretanto, ainda não se descobriu o que causa este acúmulo exatamente, e nem o que fazer para impedi-lo, por isto, a cura do Alzheimer ainda não foi encontrada.

Diminuição do neurotransmissor acetilcolina

A acetilcolina é um importante neurotransmissor liberado pelos neurônios, com um papel muito importante para a transmissão de impulsos nervosos do cérebro, permitindo que este funcione adequadamente.

Sabe-se que, na doença de Alzheimer, a acetilcolina está diminuída e os neurônios que a produzem degeneram-se, mas ainda não se sabe a causa. Apesar disto, o tratamento atual que existe para esta doença é o uso de remédios anticolinesterásicos, como Donepezila, Galantamina e Rivastigmina, que atuam para aumentar a quantidade desta substância, o que, apesar de não curar, retarda a progressão da demência e melhora os sintomas.

Riscos do ambiente

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Mesmo que existam riscos por causa da genética, o Alzheimer esporádico também se manifesta devido a condições que são influenciadas pelos nossos hábitos, e que causam inflamação no cérebro, como:

  • Excesso de radicais livres, que se acumulam no corpo, devido à alimentação inadequada, rica em açúcares, gorduras e alimentos industrializados, além de hábitos irregulares, como fumar, não praticar atividade física e viver sob estresse;
  • Colesterol elevado aumenta as chances de ter Alzheimer, por isso é importante controlar esta doença com medicamento para o colesterol, como Sinvastatina e Atorvastatina, além de ser outro motivo para cuidar da alimentação e praticar atividade física regularmente;
  • Aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nos vasos, causado por condições como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e tabagismo, podendo diminuir a circulação de sangue para o cérebro e facilitar o desenvolvimento da doença;
  • Idade acima dos 60 anos é um grande risco para o desenvolvimento desta doença, pois, com o envelhecimento, o corpo não consegue reparar as alterações, que podem surgir nas células – o que aumenta o risco de doenças;
  • Lesão cerebral, que acontece após traumatismo craniano, em acidentes ou prática de esportes, por exemplo, ou por um AVC, aumenta as chances de destruição dos neurônios e desenvolvimento do Alzheimer;
  • Exposição a metais pesados, como mercúrio e alumínio, pois são substâncias tóxicas, que podem se acumular e causar lesões em vários órgãos do corpo, inclusive o cérebro.

Por estes motivos, uma importante forma de evitar o mal de Alzheimer é ter hábitos de vida saudável, preferindo uma alimentação rica em vegetais, com poucos produtos industrializados, além da prática de atividade física.

Como diagnosticar

O Alzheimer é suspeitado quando existem sintomas que demonstram alteração da memória, principalmente a memória mais recente, associada a outras alterações do raciocínio e comportamento, que pioram com o tempo, como:

  • Confusão mental, dificuldade para memorizar e aprender informações novas, fala repetitiva, diminuição do vocabulário, irritabilidade, agressividade, dificuldades para dormir, perda da coordenação motora, apatia, incontinência urinária e fecal, não reconhecimento de pessoas conhecidas ou da família e dependência para as atividades diárias – como ir ao banheiro, tomar banho, usar o telefone ou fazer compras.

Para o diagnóstico do Alzheimer, é necessária a realização de testes de raciocínio, como o Mini exame do estado mental, Desenho do relógio, Teste da influência verbal e outros testes Neuropsicológicos, feitos pelo neurologista ou geriatra.

Podem ser solicitados, ainda, exames de ressonância magnética do encéfalo, para detectar alterações cerebrais, além de exames clínicos e de sangue, que podem descartar outras doenças que causam alterações da memória, como hipotireoidismo, depressão, deficiência de vitamina B12, hepatites ou HIV.

Além disto, o acúmulo de proteínas beta-amiloide e proteína Tau podem ser verificadas pelo exame de coleta do líquido cefalorraquidiano, mas, por ser caro, nem sempre está disponível para a realização.


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