Carboxiterapia – Para que serve? Como funciona? Indicações e Contraindicações

Você já ouviu falar na carboxiterapia? Esse é um procedimento estético muito eficaz para o tratamento de celulites. Entenda mais aqui, no Quero Viver Bem!

Às vezes, a combinação de alimentação equilibrada e exercícios físicos não é suficiente para perder peso e manter a boa forma. Existem casos em que certos procedimentos estéticos são fundamentais para potencializar os seus esforços – um exemplo é a carboxiterapia.

A carboxiterapia é um método utilizado desde o ano de 1777, na época voltado para o tratamento da pele.

Descubra o que é a carboxiterapia, como ela funciona, suas indicações e contraindicações, se auxilia, mesmo, no emagrecimento e outras informações curiosas.

Para que serve a carboxiterapia? Como funciona?

Carboxiterapia

Carboxiterapia é caracterizada como uma técnica de intervenção superficial, que faz uso de gás carbônico medicinal – o dióxido de carbono -, injetado por meio de uma agulha estéril fina, que irá perfurar o tecido subcutâneo da derme e da epiderme.

A profundidade da aplicação da agulha, obviamente, dependerá do objetivo do tratamento com carboxiterapia.

A substância utilizada – o gás carbônico – é inodora, incolor e atóxica, afinal ela está presente de forma natural no corpo humano, sendo produzida diariamente pelo organismo que irá eliminá-la pelos pulmões durante o processo de respiração.

A função principal da carboxiterapia é estimular determinados efeitos fisiológicos, entre os quais se destacam a melhora na circulação sanguínea e a oxigenação tecidual de toda a pele.

Ou seja, a carboxiterapia beneficia:

  • Dilatação dos vasos sanguíneos;
  • Formação de colágeno e elastina;
  • Formação de novos vasos sanguíneos;
  • Favorecimento do efeito lipolítico, isto é, a quebra de células de gordura;
  • Melhor irrigação de sangue nos tecidos;
  • Melhor oxigenação da área que está sendo tratada;
  • Rompimento de fibroses do tecido subcutâneo.

Nesse caso, a carboxiterapia é capaz de tratar estrias, prevenir e combater as celulites e trazer mais rigidez à pele, corrigindo a flacidez.

A carboxiterapia é um procedimento invasivo, pois há perfuração da pele por meio de injeção do gás carbônico. Por isso, é fundamental que ela seja realizada por pessoas especializadas em estéticas, como um cirurgião plástico ou dermatologista.

Indicações e contraindicações

Carboxiterapia

O uso da carboxiterapia é mais indicado para pacientes que buscam um tratamento moderno para combater celulites, estrias e flacidez.

Além disso, a carboxiterapia é recomendada para tratamentos de:

  • Cicatrizes;
  • Fibroses decorrentes de cirurgias plásticas;
  • Gordura localizada;
  • Olheiras.

Já no quesito de contraindicações, o procedimento é considerado um método seguro, de fácil execução e altamente popular na Europa e nos países da América, portanto especialistas da área veem o procedimento sem contraindicações.

No entanto, pessoas que possuem infecção ativa na região a ser tratada, além de doença pulmonar – que causa retenção de gás carbônico –, devem evitar a carboxiterapia.

Carboxiterapia emagrece? Quais os resultados?

A carboxiterapia tem a capacidade de quebrar as células de gordura da região escolhida para o tratamento, isto é, ela pode eliminar gordura localizada em locais como barriga, coxas, braços, glúteos, entre outros, conforme a necessidade de cada pessoa.

Obviamente, o tratamento não é indicado para o emagrecimento, afinal o procedimento age somente naquela área localizada. É interessante que ele seja realizado quando a pessoa está próxima de seu peso ideal e deseja manter a silhueta.

Nesse caso, a carboxiterapia é ótima para melhorar o contorno corporal e eliminar gordura acumulada em determinada parte do corpo.

Carboxiterapia

Os resultados da carboxiterapia para esse propósito podem ser vistos já na terceira sessão de tratamento.

Para que o procedimento seja cada vez mais potencializado, é fundamental que se mantenha uma alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos.

Carboxiterapia dói? Existem riscos?

Embora cada sessão dure cerca de 20 minutos, sendo um procedimento considerado rápido, a carboxiterapia não é indolor, afinal há a aplicação de gás na área que está sendo tratada e que, consequentemente, provoca a distensão dos tecidos (em fibroses, por exemplo).

A dor será maior se a pessoa for mais sensível – tudo depende da quantidade de dor que você pode suportar. Mas, a tendência é que, ao longo das sessões, isso diminua.

Vale frisar que a carboxiterapia traz alguns efeitos adversos, como o surgimento de hematomas na região de aplicação das injeções, dores e inchaço nos locais.

Embora seja comumente associado com riscos de embolia gasosa (o bloqueio de vaso sanguíneo pelo gás), a carboxiterapia foi usada em diversos estudos com injeções intravasculares, como contraste em angiografias (exames radiográficos dos vasos) e não causou qualquer reação.

De todo modo, o gás carbônico não é tóxico, e muito menos embólico.

Isso não diminui a importância de que um profissional capacitado seja o responsável na aplicação da carboxiterapia.


Referências utilizadas neste conteúdo:

https://sbbme.org.br/carboxiterapia/


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