Carboidrato – Vilão ou Amigo? Saiba mais sobre ele

Muito se tem falado a respeito dos carboidratos ultimamente, alguns profissionais da saúde aconselham diminui-lo drasticamente da alimentação e outros afirmam que é um nutriente essencial para uma boa saúde. Vamos entender um pouco mais sobre eles, agora no Quero Viver Bem?

carboidratos que mais engordam

Os carboidratos, também conhecidos como hidratos de carbono, são constituídos principalmente por carbono, hidrogênio e oxigênio. Sua principal função é fornecer energia, mas também participam da estrutura e da proteção da parede celular de bactérias, fungos, vegetais e tecidos conjuntivos e envoltório celular de animais. Alguns carboidratos, como a ribose e a desoxirribose, fazem parte da estrutura de nucleotídeos e dos ácidos nucléicos (DNA).

Esse nutriente é fundamental para fornecer energia a alguns tecidos, como o sistema nervoso. Para se ter uma ideia, só o cérebro utiliza cerca de 120 gramas de glicose por dia para funcionar.

Os carboidratos são classificados de acordo com: número de moléculas – monossacarídeos têm poucas moléculas de carbono em sua estrutura, como é o caso da glicose; dissacarídeos – são a união de 2 a 10 monossacarídeos, como a sacarose (açúcar comum); polissacarídeos – são moléculas maiores, como amido, glicogênio e celulose.

Ainda, podem ser separados em simples e complexos. Os primeiros são aqueles que, por possuírem estrutura pequena e não conterem fibras, são rapidamente digeridos, assim a glicose entra na corrente sanguínea bem rápido, causando picos de insulina. Já os segundos possuem as fibras que tornam a digestão mais lenta, liberando a glicose para o sangue aos poucos, não causando picos.

[CONFIRA TAMBÉM O CONTEÚDO COMPLETO SOBRE AS DIFERENÇAS DOS CARBOIDRATOS SIMPLES E COMPLEXOS!]

Carboidrato engorda?

Quando não consumimos carboidratos, o corpo tem que produzir glicose a partir de outras fontes, como aminoácidos, lactato e glicerol, processo esse chamado de gliconeogênese.  O glicerol é obtido pela quebra de gordura, logo, teoricamente, você passa a “queimar” gordura quando não consome carboidrato.

Contudo, o emagrecimento não depende só disso. O ganho e a perda de peso estão relacionados ao balanço energético: se o balanço energético for positivo (consumir mais calorias do que o necessário), ocorre o ganho de peso; se for negativo (consumo menor de calorias), haverá perda de peso. E essas calorias a mais ou a menos não são apenas provenientes dos carboidratos.

Outro nutriente que pode ser transformado em glicose são os aminoácidos, fornecidos pelo tecido muscular. Sendo assim, sem o consumo de carboidratos, a pessoa poderá comprometer a função muscular e também o sistema imunológico.

Carboidratos e diabetes

Diversos estudos mostram que pessoas acometidas por diabetes do tipo 2 podem se beneficiar com uma dieta baixa em carboidratos (Low Carb). A dieta Low Carb tem efeitos benéficos no controle glicêmico, na perda de peso e no perfil lipídico, em comparação com dietas ricas em carboidratos e com baixo teor de gordura em diabéticos.

Uma mudança no estilo de vida, ingerindo menos carboidratos, é eficaz para melhorar o diabetes tipo 2, podendo desempenhar um papel importante na reversão dessa epidemia. Porém, isso não significa a necessidade de eliminar os carboidratos, mas sim diminui-los, de forma que eles não sejam a base da alimentação.

[CONFIRA TAMBÉM: DIETA RICA EM CARBOIDRATOS]

Prós e contras da restrição de carboidratos

Uma dieta com baixo teor de carboidratos é definida como uma restrição de carboidrato menor que 130g/dia ou menos de 30% de carboidratos da ingestão calórica total. Além dos diabéticos, algumas pessoas podem se favorecer com esse tipo de dieta. Por isso, é de suma importância consultar um médico ou nutricionista, assim eles indicarão qual a quantidade ideal de consumo de carboidratos e de outros nutrientes, de acordo com o histórico e o objetivo do paciente.

Como já mencionado, foi comprovado que uma restrição no consumo de carboidratos pode controlar a glicemia de diabéticos e provocar uma redução de peso corporal, porém, essa é uma das várias estratégias nutricionais. Novamente, é preciso consultar um nutricionista, para avaliação de cada caso.

Uma das vantagens da dieta baixa em carboidratos é o consequente aumento do consumo de gorduras, o que trás mais saciedade e faz com que a pessoa demore mais para sentir fome. Contudo, é preciso cuidar para não exagerar demais, principalmente nas gorduras saturadas, pois, caso contrário, ocorrerá um balanço energético positivo, já explicado no começo do texto.

Além disso, uma restrição muito severa de carboidratos deixa a alimentação pobre em fibras, essas que estão presentes em maiores quantidades em grãos integrais, frutas e verduras.

Se você está em dúvida se o carboidrato faz bem ou não, além de consultar um especialista, confira nossa lista de carboidratos “do bem” e do “mal”, abaixo:

  • Carboidratos bons: frutas, grãos integrais (aveia, quinoa, arroz), tubérculos (batata doce, salsa, baroa, mandioca, inhame), abóbora, milho, pão integral;
  • Carboidratos ruins: farinhas brancas, açúcar refinado, bolachas, chocolate, bolo, sorvete.

Para concluir, não é o carboidrato em si que faz mal ou engorda, mas sim o tipo de carboidrato, a quantidade e a alimentação como um todo. Consulte um nutricionista, para saber a quantidade ideal de carboidrato ao consumo (e de outros nutrientes), pois varia bastante de acordo com objetivos, sexo, idade, nível de atividade física e outros fatores.

[CONFITA TAMBÉM: QUAIS OS BENEFÍCIOS DOS CARBOIDRATOS?]


Referências utilizadas neste conteúdo:

1- Dieta baixa em carboidrato: uma revisão de literatura. Disponível em: <https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/962/1/LRM22062015.pdf>.

2- Guia de Estudo: Carboidratos. Disponível em: <http://www.foa.unesp.br/include/arquivos/foa/dpto/files/guia-de-estudo-carboidratos-2013.pdf>.


Este texto foi revisado pelo Profissional: Thais Karpowiski (conheça mais sobre ele(a) clicando no link)

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