O que é autismo? Sintomas, cuidados e tratamentos

Veja aqui quais são os principais sintomas do autismo, quais são as principais causas, tratamentos mais indicados e muito mais.

O transtorno de espectro autista, conhecido somente como autismo, é uma condição de desordem complexa do desenvolvimento do cérebro. Esse é um problema permanente, ou seja, quando uma criança nasce autista, ela se tornará um adulto com autismo – cada pessoa autista terá particularidades únicas.

Por isso, você que conhece alguém que sofre com autismo ou mesmo que tem interesse em saber mais sobre essa doença, entenda, aqui:

  • O que é autismo;
  • Principais causas;
  • Tipos de autismo;
  • Como tratar.

O que é o autismo?

O que é autismo? Sintomas, cuidados e tratamentos

O autismo é um distúrbio com diferentes níveis de comprometimento, sendo exatamente por isso que é chamado de “espectro autista”: mesmo quando a criança recebe o diagnóstico, isso não significa necessariamente que ela irá apresentar todos os sintomas (de outras pessoas que possuem o transtorno). Isso quer dizer que existem casos mais graves e outros mais leves.

O transtorno do espectro autista, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge 70 milhões de pessoas em todo o planeta – só no Brasil são 2 milhões de pessoas com esse problema de saúde.

Também, é possível dizer que uma em cada 88 crianças apresenta características do autismo, sendo que a prevalência é bem maior no sexo masculino.

Mas afinal, o que é o autismo?

O autismo se define como uma desordem que, geralmente, tem três comprometimentos em comum: dificuldade na interação social, dificuldade na comunicação e nos padrões comportamentais estereotipadas, repetitivas.

Assim, esses comprometimentos irão existir desde o nascimento, podendo ser mais sutis ou mesmo mais visíveis ao longo do desenvolvimento.

Principais causas do autismo

O que é autismo? Sintomas, cuidados e tratamentos

Saber a razão pela qual o autismo surge é um questionamento que ainda se faz presente entre os pais e o que mais surpreende é que até mesmo os cientistas ficam intrigados sobre como essa síndrome se desenvolve.

Para começar, o autismo foi identificado no ano de 1943, pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner. Naquela época, a culpa caía na mãe – mais especificamente naquelas que ficavam distantes dos recém-nascidos, ou seja, a falta de vínculo afetivo era a suposta culpa do autismo.

Hoje já se sabe que isso está totalmente descartado. É claro que já surgiram outras teorias entre os cientistas, mas, na realidade, é que não há uma resposta definitiva para essa dúvida tão frequente.

As causas que podem levar uma criança a sofrer com essa desordem neurológica podem ser únicas, da mesma forma que cada criança autista é única.

O que é possível afirmar é que alguns agentes que poderiam causar autismo, conforme estudos atuais, e que tiveram contato com a mãe durante a gravidez podem influenciar, como:

  • Ácido valproico (trata epilepsia e transtorno bipolar);
  • Clorpirifós (um agrotóxico usado para controlar pragas);
  • Infecção por rubéola;
  • Misoprostol (combate a úlcera);
  • Talidomida (trata doenças como lúpus, câncer, tuberculose, entre outras).

Além disso, outros fatores ambientais são analisados como possíveis causadores do transtorno do espectro autista. No entanto, a base genética – tanto hereditária ou por uma nova mutação – é a causa mais crível.

Existem tipos de autismo?

Sim, existem diferentes tipos de autismo que foram todos integrados nos chamados Transtornos do Espectro Autista (TEA), conforme descrição do DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

Os tipos de autismo são divididos conforme o grau de comprometimento das habilidades da criança. São eles:

  • Leve: tipo de autismo em que há um leve prejuízo social, embora a criança não tenha isenção de interesse em estar com outras pessoas.

A inteligência é considerada normal, podendo até ser acima do esperado em alguns casos. Aqui nesse tipo de autismo inclui-se a Síndrome de Asperger.

  • Moderado: caracteriza-se pela linguagem escassa e dificuldade em manifestar suas emoções, embora consiga se comunicar de forma verbal e responder a estímulos;
  • Grave: é o tipo de autismo clássico, pois tem como aspecto a intolerância por toque físico e contato social.

Indiferente à presença de outras pessoas, não há interesse em relacionar-se afetivamente e nem responder quando é chamado, sofrendo tendência para o retardo mental e a automutilação.

Tratamento para o autismo

O que é autismo? Sintomas, cuidados e tratamentos

O autismo não tem cura. Como comentado anteriormente, é um diagnóstico permanente, dessa forma, a melhor atitude a ser tomada é fazer um tratamento o mais precoce possível, para que as habilidades comunicativas e sociais avancem.

Assim, tão logo seja descoberto o problema, é necessário iniciar um tratamento correto, essencial para melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da pessoa com TEA.

Não existe um tratamento padrão, pois cada paciente irá exigir um acompanhamento individual, por conta de suas necessidades e deficiências. Contudo, você pode conferir algumas das formas mais usuais de tratamento para autismo, abaixo:

  • Medicamentos: são usados remédios que visam amenizar determinados sintomas, como ansiedade e depressão;
  • Fonoaudiologia: um profissional fonoaudiólogo pode fazer um tratamento voltado para ajudar o paciente a entender os outros e, até mesmo, a ser entendido.

Esse tratamento é interessante para quem possui mais dificuldades de comunicação e linguagem.

  • Psicologia: a psicoterapia tem como finalidade ensinar (ou ensinar novamente) como o paciente deve comunicar-se, portar-se e processar todas as informações do seu dia;
  • Terapia ocupacional: é uma forma de treinar o sistema nervoso para dar mais autonomia ao paciente;
  • Fisioterapia: indicada para quando o autismo envolve problemas motores, como a dificuldade de sentar sozinho e coordenar movimentos.

Quando uma pessoa possui uma forma grave de autismo, a família inteira passa por um desequilíbrio: atendimento e orientação especializados são necessários para todos os envolvidos, principalmente para possibilitar o melhor tipo de comunicação com o autista.

Uma pessoa autista tem muita dificuldade de lidar com mudanças, mesmo que seja algo muito pequeno – mantenha o mundo ao redor dele organizado e rotineiro.


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