Ansiedade tem cura? É possível? Veja aqui

A vida moderna, com muita pressão no trabalho, estudos e rotinas básicas do dia a dia, fez com que a ansiedade se tornasse um dos principais distúrbios mentais presentes na sociedade. Prova disso é que, somente no Brasil, mais de 9% da população já foi diagnosticada com esse transtorno, segundo dados de pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Trata-se de uma doença, que pode afetar negativamente o cotidiano de qualquer pessoa, já que prejudica relacionamentos pessoais e profissionais, bem como o desempenho na realização de diferentes atividades.

Em alguns casos, a vítima de ansiedade pode desenvolver depressão ou fobias específicas, deixando de fazer determinadas atividades que antes realizava com facilidade. Quem enfrenta esse distúrbio sempre se pergunta se a ansiedade tem cura. Esta também é sua dúvida? Então, confira, aqui, essa informação e saiba como funciona o tratamento da doença.

O que é a ansiedade?

Ansiedade tem cura? É possível? Veja aqui.

A ansiedade, também conhecida como Transtorno da Ansiedade, é um distúrbio mental, no qual a pessoa sente preocupação e medo de maneira exagerada, causando sintomas psicológicos e físicos pontuais, como:

  • Sintomas psicológicos: dificuldade de concentração, pensamentos descontrolados, preocupação exagerada, irritabilidade, nervosismo crescente, medo e sensação de que algo ruim está prestes a acontecer;
  • Sintomas físicos: taquicardia, tremor, dificuldade para respirar, tensão muscular, dor abdominal, diarreia, sudorese e náusea.

Curiosamente, os motivos que geram esse transtorno, geralmente, são pequenos, sem grande relevância. Mesmo assim, a pessoa não consegue identificar isso e entra em crises de ansiedade, que possui tempo de duração variado.

A causa da doença pode ser variada, conforme explica a psiquiatra Christina de Almeida (CRM 20758 PR- RQE 14421): seja biológica ou emocional. Pessoas que possuem casos na família já tem a pré disposição (biológico), que quando em contato com fatores externos como divórcio, perdas, prejuízos, muita responsabilidade e outras, podem acabar desencadeando a doença.

Ansiedade tem cura?

Sim, trata-se de um distúrbio que tem cura, mas que também possui alta taxa de reincidência. Por isso, é comum que o paciente diagnosticado mantenha um acompanhamento médico frequente, para evitar o surgimento da doença novamente.

Seguindo fielmente o tratamento indicado e realizando consultas regularmente com um especialista, é possível tratar eficazmente a ansiedade e ter melhor qualidade de vida.

Tratamento para ansiedade

Existem diferentes métodos de tratamento de ansiedade, mas há dois que são bastante utilizados e recomendados por especialistas, isto é, por psicólogos e psiquiatras:

  • Realização de terapia

Há diferentes linhas de terapia, porém a mais usual é a cognitivo-comportamental, que atua especificamente na alteração de comportamentos que geram a ansiedade, fazendo com que o paciente se conheça melhor e consiga ter controle sobre suas respostas emocionais, de modo a evitar crises. A psicóloga Pâmela Horst (CRP-8/23063) explica que assim há a diminuição dos sintomas e menos chances de recaída.

Além da terapia cognitivo-comportamental, a psicoterapia também é amplamente utilizada como tratamento, apresentando alta taxa de sucesso. A psicóloga explica que o tempo de tratamento varia de pessoa para pessoa, porém em poucos meses já é possível sentir as diferenças.

A psicóloga Luana Giacomelli (CRP 08/22693) fala que as pessoas preferem ignorar os desconfortos da ansiedade, porém isso só vai piorando com o tempo, ao invés de preferirem enfrentam os problemas e aprender a lidar com os mesmos.

  • Uso de medicamentos

Em casos um pouco mais complexos de ansiedade, o médico responsável poderá indicar um tratamento medicamentoso, utilizando ansiolíticos, remédios que reduzem a tensão e ansiedade.

Também, existe a possibilidade de o especialista recomendar a administração de antidepressivos (que regulam o humor) ou de ISRS, sigla utilizada para designar os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina. Tais medicamentos controlam tanto a depressão como a ansiedade.

A doutora Christina cita o período de neuro-adaptação do organismo, que leva cerca de 2 semanas para de acostumar com o recebimento do medicamento, por isso, caso sinta náuseas, dores de cabeça, tonturas e dores musculares leves, é comum.

Porém fique de olho caso esses sintomas persistam por mais de 15 dias, nesse caso será necessário encontrar outro medicamento que melhor se adapte ao seu organismo em específico.

Como evitar crises de ansiedade

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Existem algumas situações ou alguns hábitos de vida que funcionam como um gatilho para crises de ansiedade. Conheça, a seguir, os principais e veja dicas para não gerar crises:

  • Evite consumir álcool e cafeína: ambas as substâncias funcionam como estimulantes e facilitam o surgimento da ansiedade;
  • Fuja do estresse: situações estressantes são sempre de alto risco e funcionam como um desencadeador de problemas;
  • Faça atividades físicas: exercitar-se libera serotonina no organismo, neurotransmissor, que causa sensação de bem-estar. Com isso, dá para reduzir o estresse e evitar crises. Procure praticar algo por 30 minutos, no mínimo, por, pelo menos, 5 vezes na semana;
  • Adote técnicas de relaxamento: quanto mais calma e tranquila a pessoa estiver, melhor. As técnicas de relaxamento ajudam a atingir essas sensações, reduzindo a chance de crise. Entre as principais técnicas, destaque para a ioga.
  • Alimente-se melhor: o que se come durante o dia também pode influenciar no surgimento de crises. Para evitá-las, corte ou reduza o consumo de alimentos gordurosos, com muito carboidrato ou açúcar.

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Em que momento buscar auxílio?

Sentir ansiedade é totalmente normal, desde que ela não lhe impeça de realizar algo ou proporcione sintomas físicos e psicológicos que mudem sua rotina e seu comportamento, como a própria doutora explica.

Portanto, fique de olho em suas respostas emocionais, durante o dia, e procure identificar se os sintomas são recorrentes e intensos, inclusive se você já deixou de fazer algo ou teve algum prejuízo por causa deles.

Se a resposta for positiva, procure a ajuda de um especialista, como o psicólogo ou psiquiatra. Desta forma, será possível impedir o agravamento do caso e minimizar a chance de complicação.


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