O que é aborto espontâneo? Sintomas, cuidados e mais

Veja aqui o que é o aborto espontâneo, quais são os principais sintomas, como é feito o tratamento e muito mais informações para você.

O aborto espontâneo ocorre quando a perda da gravidez acontece antes da 20º semana de gestação. Boa parte dos abortos espontâneos ocorrem devido a um problema no desenvolvimento do feto, porém, as causas que levam a esse tipo de aborto são muito difíceis de definir.

Infelizmente, o aborto espontâneo é muito comum, sendo que a sua frequência diminui com o avançar da idade gestacional. Estudos indicam, por exemplo, que de 8% a 20% das gestações clinicamente reconhecidas com menos de 20 semanas sofrerão aborto espontâneo, sendo que 80% desse número ocorre nas primeiras 12 semanas.

Há outros casos em que a perda do feto se dá sem a mãe perceber, totalizando entre 13% e 26% de todas as gestações. Porém, esse número pode ser ainda maior, já que muitas mães sofrem aborto espontâneo sem nem saber que estão grávidas.

Causas do aborto espontâneo

O que é aborto espontâneo? Sintomas, cuidados e mais

Como a maioria dos episódios, o aborto espontâneo se dá porque o bebê não está em seu pleno desenvolvimento, sendo comum atrelar isso a algum problema de genes ou cromossomos nos bebês, que, geralmente, acontecem por acaso, quando o embrião se divide e cresce.

Especialistas afirmam que raramente esse tipo de aborto ocorre devido a problemas herdados dos pais. Entre as anormalidades mais recorrentes estão:

  • Não formação dos embriões;
  • Óbito embrionário: o embrião está presente, mas para de desenvolver-se;
  • Gravidez molar: ocorre quando um óvulo fertilizado não recebe os cromossomos da mãe, mas adquiri os do pai de forma duplicada. Com isso, não se forma nem embrião nem placenta, ficando em seu lugar vários cistos. Vale dizer que essa é uma condição rara de perda da gravidez.

Em menor grau, alguns aspectos relacionados à saúde da mãe também podem levar ao aborto espontâneo. Entre eles, pode-se destacar:

  • Diabetes não controlada;
  • Infecções;
  • Problemas hormonais;
  • Problemas no útero ou colo do útero;
  • Doenças da tireoide;
  • Trombofilias (alterações na coagulação do sangue que podem levar à incidência de trombose).

Sintomas do aborto espontâneo

Como já mencionado, é possível que a mulher nem saiba quando sofreu um aborto espontâneo, em especial se ele ocorrer nas primeiras seis semanas. Contudo, há alguns sintomas típicos desse problema, que podem ajudar a identificar quando a mãe passa por esse momento.

Um dos sinais típicos é o do sangramento vaginal, com ou sem cólicas, que pode surgir logo no começo da gravidez, até mesmo antes de você saber que está grávida, ou bem mais tarde, já com o conhecimento da gravidez.

No entanto, vale lembrar que grande parte das mulheres que sofrem sangramento vaginal nos três primeiros meses de gravidez acabam tendo seus filhos normalmente.

Outro sintoma está ligado a uma dor lombar, que pode variar de leve à intensa. É possível, ainda, que a mulher possa vir a ter dor abdominal ou cólicas, constantes ou intermitentes. Outra ocorrência é a presença de um coágulo de sangue ou mesmo um jato líquido claro ou rosa passando pela vagina.

Por fim, a diminuição dos sinais da gravidez pode indicar que você esteja tendo um aborto espontâneo. Entre esses sinais estão a perda da sensibilidade ou o fim das náuseas.

Conforme o aborto espontâneo avança, os sintomas também intensificam. Por exemplo, se ocorreu um pequeno sangramento na vagina, é provável que aumente a intensidade com o passar do tempo, ou ainda que as dores e cólicas se tornem mais fortes.

Como é feito o tratamento

O que é aborto espontâneo? Sintomas, cuidados e mais

Se você estiver sofrendo um aborto espontâneo, é possível que o médico recomende repouso até que o sangramento ou a dor cessem. Também, pode ser solicitado dar uma pausa na atividade física e no sexo.

Embora tais ações não tenham comprovação científica de que diminuirão o risco de aborto, podem oferecer mais conforto e segurança à mãe. Outra dica é evitar realizar viagens, principalmente em áreas sem atendimento médico imediato.

Caso o exame de ultrassonografia aponte que o embrião morreu ou mesmo que nunca se formou, o aborto é iminente. Sendo assim, é possível esperar que ele cumpra seu processo natural, que pode levar até seis semanas para o feto sair.

Se o desejo é acelerar o processo, o médico pode receitar um remédio que ajude a expulsar o tecido da placenta. Há, ainda, a possibilidade cirúrgica, denominada dilatação e curetagem, em que o colo do útero é dilatado e o tecido dentro dele é retirado.

Importante dizer que é possível que a mulher tenha outra gravidez após um aborto espontâneo. Mas, antes de tentar novamente, tenha a certeza de que você está emocionalmente e fisicamente pronta.

Além disso, é essencial consultar um médico para saber quando é possível fazer uma nova tentativa. Pode ser necessário, também, procurar ajuda psicológica para superar o trauma, retomar a vida e buscar uma nova gravidez.


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